quarta-feira, 16 de julho de 2008

Finalmente: o Campeonato de surf de Santiago de Ancinhos



O Mogambilio chegou à praia de Santiago de Ancinhos com a prancha debaixo do braço e com o seu pau para afugentar as sardinhas (o Mogambilio detesta sardinhas). A multidão ainda não tinha chegado, mas mesmo assim o Mogambílio começou a sua prova!



As primeiras ondas estavam fortes como tudo, rebentando violentamente nas trombras do Mogambílio, mas este não se fez rogado. Cuspindo para o ar foi de encontro às ondas, enfrentando-as destemidamente. Na segurança do areal estava a Mogambília a rir desalmadamente!



O Mogambilio aproveitou um intervalo no campeonato para dar duas de treta com um simpático tubarão.



E por fim abandonou o mar, numa pose pouco máscula, mas plena de uma cegante virilidade. O Mogambilio ficou em último lugar na competição o que já augura algo de bom para a sua arte com a prancha...
O Mogambilio foi apanhar o primeiro escaldão do ano




Treino para o campeonato de surf de Santiago de Ancinhos


Mais um prato vegetariano

domingo, 13 de julho de 2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Faltam sete horas e trinta minutos para as férias!



Desculpe chefe, mas na próxima segunda feira irei chegar oito dias atrasado!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Olhó tereré fresquinho!



Contra tudo e contra todos a Mogambilia e a Andreia (nome fictício ocuparam um belo espaço bem perto dos carrinhos de choque. Cada cabeça cada tereré.

Uma última oração para bem da Playstation



Enquanto não aparecem novidades relativamente ao estado de saúde da mui estimada Playstation resta rezar:

Ó poderosa e gloriosa Playstation,
eis a vossos pés um alma desamparada que,
necessitando de auxílio,
a vós recorre com a doce esperança
de ser atendida por vós
que tendes os incomparáveis jogos
Fifa 07 e o GTA3.

Ó cara Consola, interessai-vos pela minha causa,
intercedei junto da loja da Sony
para que me conceda o arranjo de graça
de que tanto necessito (quero a minha Playstation).
Mobília nova



Bêbado não é bêbado se não tiver na sua posse um belo pipo de vinho. Foi difícil convencer a implacável Mogambilia, mas após duras negociações resolvemos (ela resolveu, eu resignei), manter o pipo apenas como peça de arte decorativa. A mim resta-me olhar para ele e sonhar. Atenção: o pipo está vazio! Não tentem qualquer brincadeira, pois é mentira que no seu interior escondo as minha garrafas! É mentira!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Fazem-se tererés



As feiras nunca mais serão feiras, pelo menos do modo como as conhecemos hoje em dia! A Eliana e a Andreia (nomes fictícios) revolucionaram a arte de fazer tererés!
Cimeira ao mais alto nível; liberalização do arranjo da Playstation do Mogambílio



O Mogambílio reuniu-se hoje na sede da Junta de Freguesia de Santiago de Ancinhos com o grupo de trabalho incumbido de resolver a crise da avaria da Playstation enquanto se aguarda pelo relatório pericial que decretará se foi acidente ou atentado. Enquanto isto a Mogambília continua em prisão preventiva.

Na mesa da assembleia magna dos orgãos da junta de freguesia figuravam as personalidades chave para a resolução deste funesto problema; da esquerda para a direita - Chuck Norris, Mogambílio, Paulinho Santos, Noddy e o palerma do presidente W.C. Bush.

Assuntos na ordem do dia:

1 - Discussão e resolução da crise nas pescas

O Mogambílio decidiu terminar com a crise das pescas, e para isso desenvolveu um plano que pretende eliminar todos os pescadores e suas embarcações da costa portuguesa. Para esta decisao foi decisivo o facto de que o Mogambílio detesta peixe! Deste modo o dinheiro destinado às pescas será usado na reparação da Playstation.

2 - Aumento do preço dos combustíveis

O Mogambílio protagonizou ao lado do Paulinho Santos um caloroso debate contra os argumentos do Noddy e do Chuck Norris. O Mogambílio sugeriu que as estradas fossem todas a descer ou com uma ligeira inclinação, permitindo desse modo que se poupasse combustível.

3 - Porque razão demora tanto a trazerem vinho para a mesa?

Este foi o único ponto em que existiu concordância de todas as partes exceptuando o Noddy que é sempre o mesmo cortes.
Concerto de solidariedade do Mogambílio para o Mogambílio



CONCERTO DE SOLIDARIEDADE PARA COM O MOGAMBÍLIO E SUA PLAYSTATION AVARIADA!

Terá lugar na igreja da paróquia de Santiago de Ancinhos, na missa das 9 e meia! Este será um concerto de solidariedade para com a Playstation 2, que sofre de uma avaria nas zonas de baixo, mais concretamente no lazer que lê o disco, incurável até ao momento.

Ao palanque surgirá o Mogambílio numa actuação nunca vista, a meio da homilia, quando o senhor padre acaba de dar o sermão aos fieis, o vosso Mogambílio tocará ao piano grandes clássicos, para logo de seguida distribuir as hóstias pelos fieis mais esfomeados. Na sacristia serão dados autógrafos e beijinhos às paroquianas mais bonitas. Será esperada a grande versão do Pai Nosso onde o Mogambílio é mestre, dando uma maior projecção ao refrão enquanto mexe os dedos tresloucadamente nas teclas do orgão. Do alinhamento constará por certo o hit: Evangelho segundo S. Mateus 9,32-38, do qual aqui se exibe a letra de modo a que os telespectadores possam cantar também;

Mal eles se tinham retirado, apresentaram-lhe um mudo, possesso do demónio. (solo de piano)
Depois que o demónio foi expulso, o mudo falou; e a multidão, admirada, dizia: «Nunca se viu tal coisa em Israel.» (vocalização analasada)
Os fariseus, porém, diziam: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios.»
Jesus percorria as cidades e as aldeias, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e doenças. (pausa para virar a página à partitura)
Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. (instrumental)
Disse, então, aos seus discípulos: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe.»


Aparece e contribui para esta causa solidária!
Um belo pé de melância



Nada como uma melancia para substituir uma outra melancia. Após o tremendo choque que constituiu a morte do meu estimado pé de melancia que padeceu de uma morte violenta após ter sido atacado por ninjas (os quais ainda acho que foram contratados pela Mogambília). Este pé de melancia cresce alegremente à minha porta, onde já é possível vislumbrar umas pequenas flores amarelas que timidamente fazem a sua triunfal aparição.

A festa da melancia que estava marcada para o dia 3 de Agosto foi desmarcada após o desaparecimento do primeiro pé de melancia, mas logo que este comece a dar umas belas melancias agendarei uma outra festa, aguardem!

Peço que se por acaso avistarem ninjas na proximidade da minha casa me avisem de imediato a ver se os consigo enxotar!
O tomateiro que quer ser maior do que eu...



Uma pequena sementinha está quase do meu tamanho! O que convenhamos, não é nada difícil dada a minha pequena estatura. Não tarda nada serei pai de uns belos tomates. O problema é que daqui a pouco, visto que a planta cresce a um ritmo desenfreado, me verei forçado a entrar em casa pela janela.
Acidente ou atentado? Será avaria? Coitadinha da minha Playstation!



A tese de avaria não me convence! Acho que a minha Playstation foi alvo de um vil atentado! Uma malvadez perpetrada pela Mogambília, quase que posso apostar a minha orelha esquerda! O riso desenhado na sua cara valia por mil palavras, uma felicidade nunca vista!

De qualquer modo esperarei pela equipa forense que irá até à minha casa analisar este mistério com toda a minha atenção! Por prevenção já levei a cabo uma providência cautelar de restituição provisória de posse da minha bela consola, a Mogambília não poderá chegar a 500 metros da Playstation, o que será um pouco complicado, dado que partilhamos a mesma casa!
Teatro: O Caso Branca de Neve



A lendária madrasta feiticeira de Branca de Neve é apresentada como uma mulher fatal, furiosamente adúltera, fascinante, e que subjuga a sua jovem e linda filha. Esta última, tornada escrava sexual de sete desconhecidos, será socorrida pelo Príncipe da Irlanda que, depois de obter a sua mão, fecundará... a Rainha.

Com o título original ´Knowledge and a Girl´, a peça explora a tragédia de feminilidade revelando personagens extremos que vão até ao limite das suas paixões, numa linguagem envolvente em que se misturam o registo poético, lírico, impudico, até mesmo obsceno.


Foi esta a apresentação da peça a que assisti nesta noite de Domingo. A peça que deu por terminada a licenciatura da mui talentosa Maria João.
A alegria da Mogambília



Na noite de ontem recebi a visita do ilustre Zé Jorge. Pegamos e agarramos e colocamo-nos em frente á Playstation. Ligo o bicho, insiro o jogo lá dentro e refastelo-me no sofá com o comando orgulhosamente entre as mãos. Olhámos um para o outro, como que medindo forças para o desafio que se adivinhava. Nada, o vazio apoderou-se de nós. Um barulho estridente emanava da consola. Encontrava-se avariada! Avariada meus amigos! Uma sensação de terror tomou conta de mim, enquanto que, na divisão ao lado era possível ouvir a Mogambília a soltar um riso maquiavélico, pleno de malvadez reflectida num profundo estado de prazer e alegria desmedida... E uma lágrima soltou-se do canto do meu olho, enquanto fungava e sentia o lábio a tremer à medida que o sangue me congelava nas veias.
Para ouvir:Xeriffe and the Fado Vadio Band



Xeriffe and the Fado Vadio Band intitulam-se os salvadores do surf no estilo Fado Vadio, pretendem provocar o motim, o pagode, a salvação de nosso senhor Jesus Cristo em cada pardeeiro onde os deixarem tocar. As influências atropelam-se umas em cima das outras mas circundam a malha, o judo na categoria olímpica, o trash metal e a gastronomia do Panamá. Apesar de não sermos gente de bem, somos filhos de gente de bem, o que nos dá credibilidade sócio-cultural-política para tocar em qualquer galinheiro deste mundo. Abominamos álcool, droga, sexo e rock n roll. Deliciámo-nos com estores e persianas, couves, papel higiénico e com a ilha que já comprámos provenientes das receitas dos concertos já dados. Aceitamos concertos ao domicílio.

É assim que esta banda oriunda das profundezas de Santo Tirso se apresenta, mas não há nada como te dirigires ao MySpace onde esta banda tem o seu estamininé, uma vez lá poderás ouvir os grandes sucessos que já os antecedem, tendo dado concertos mesmo antes da banda existir, como podes ver, muito à frente do seu tempo. Nada melhor do que ouvires: Viagem Às Pradarias da Nazaré, os Bons Amantes, Abre A Válvula, We Are A Family (música cantada e tocada em estrangeiro) e a fantástica Música Para Filmes de Cowboys. Por último deixo uma referência à música que mais me transtorna e me deixa uma vontade infernal de pegar num lança chamas e matar toda a gente. Todos os dias impreterivelmente toca às 7h20m, deixando-me louco de raiva e a espumar pela boca. Por certo não é a melhor música para ter no despertador. Trata-se da canção Zé Ninguém, o primeiro clássico intemporal da banda.

Rasteja até ao site deles no MySpace e uma vez lá entrarás no universo do Xeriffe and the Fado Vadio Band.

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=336649255
Adormecer no comboio, o drama e a tragédia



Qual o segredo para não adormecer no comboio? Espero que alguém desse lado mo saiba responder, pois trata-se de algo que me acontece diariamente. O que me safa é que de manhã saio sempre na estação terminal, o pior que me acontece é ficar a ressonar de boca aberta esticado no banco até que o revisor me acorde e me convide a sair. O tramado acontece na viagem de regresso, se adormecer sigo viagem rumo ao desconhecido como aconteceu na passada sexta feira, em que dei comigo a acordar a uns generosos quilómetros da estação pretendida, não sabendo onde estava. Um apeadeiro perdido algures onde tive de esperar um sem número de tempo de modo a apanhar um outro comboio que me levasse de volta a casa.

Sugiro aqui aos senhores da CP que desenvolvam um qualquer sistema que impeça dos seres que se fazem transportar de comboio, de adormecerem, Sei lá, talvez colocar picos nos bancos, desse modo uma pessoa mal adormecesse seria atingida por um pico no nalguedo, acordando de imediato.
Blog a visitar: Sérgio do Fojo



O Carlos descobriu este blog enquanto passeava pela net, o seu faro exímio não deixou passar esta descoberta fascinante. A quem conhece o Fojo recomendo que deslizem até este blog dedicado ao grande Sérgio, mentor, comandante e mestre tasqueiro por excelência. A quem não conhece recomendo ainda mais!

http://www.sergiodofojo.blogspot.com/

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Novo livro na forja, O Menino Baldumiro



Esta semana andei numa azáfama desenfreada a escrever um livro para os presentear; Trata-se da segunda parte da tão anunciada triologia da saga do Cavaleiro Trovador e da sua Amada Princesa. Neste seguindo capitulo aparece-nos o Baldumiro, criatura proveniente de uma pequena semente. É o sucessor natural da obra A Mais Bela Estória de Amor.



Em breve estará disponível para download totalmente grátis, digam lá se não sou um bom rapaz?!

segunda-feira, 30 de junho de 2008



Nada como um inconsequente jogo na Playstation ao som do Curtains dos Tindersticks. Lançar ao ar um valente arroto, coçar a nalga e passar de nível. Que mais se pode fazer numa noite de calor infernal?

Música para tentar manter a minha sanidade mental



Fui averiguar o que a minha Jukebox de fingir me aconselhava para o dia de hoje, uma segunda-feira madrasta onde a tradicional viagem de comboio seguiu ao som de uma única canção, os My Morning Jacket com a sua Chills, meia hora onde esta melodia ecoou repetidamente. Para o resto do dia irei escutar esta playlist no aconchego do meu aquário onde labuto sem vontade de ver pessoas…

Keren Ann - Lay Your Head Down
Supertramp - Hide In Your Shell
Lesley Gore – It's My Party
The Marcels - Blue Moon
Mungo Jerry – In The Summertime
Beck - 10,000 Pesos
Mat Kearney - Breathe In Breathe Out
The Arcade Fire – Cold Wind
Christie - Yellow River
The Zombies - She's Not There
Cat Power - Living Proof
Radiohead – Lucky
Randy & The Rainbows – Denise
Yeah Yeah Yeahs – Down Boy
Kevin Shields – City Girl
Echo & the Bunnymen – The Back of Love
Transvision Vamp – I Want Your Love
Andrew Bird – Armchairs
Death in Vegas – Girls
Bat For Lashes – Sad Eyes
Killing Joke – Eighties
David Sylvian - The Shining Of Things
Psychedelic Furs – Love My Way
My Bloody Valentine – Sometimes
Nico – Heroes
Bob Dylan - Subterranean Homesick Blues
Xeriffe & Fado Vadio Band – Música Para Filmes de Cowboys
Van Halen – Eruption
The Zutons – Valerie
The Waterboys - Red Army Blues
Red Rabbits – The Shins
The Kinks - Nothing In This World Can Stop Me Worrin' Bout That Girl
The Fall - Totally Wired
Tegan And Sara - Back In Your Head
Devo - Gut Feeling
David Bowie - Baal's Hymn
Creedence Clearwater Revival - Born On The Bayou
Bob Dylan – Wigwam
Azembla's Quartet – Esquece Tudo O Que Te Disse
Lauren Harris – Get Over It
Lynyrd Skynyrd - Free Bird
Nine Inch Nails - Corona Radiata
Ozzy Osbourne - I Don't Want to Change the World
Roger Waters - Sunset Strip
Sonic Youth - World Looks Red
Rainbow – I Surrender
ZZ Top - Decision or Collision

terça-feira, 17 de junho de 2008

Mogambílio, a fada do lar

Agora que me iniciei nas azáfamas da cozinha. Um ruim cozinheiro, mas um cozinheiro presunçoso, tendo somente como camarada o valioso Google, que de quando a quando me ajuda na elaboração de refinados manjares que aguçam o palato às vitimas que são forçadas a jantar e a dizer bem do meu pitéu!



Por hoje mostro-vos a receita de um prato vegetariano. Para tal, à imagem que eu tenho dos grandes cozinheiros, tive de ir ao encontro dos melhores alimentos para confeccionar. O local mais refinado que conheço é o Lidl, um local privilegiado para comprar seja o que for. Cá vai o modo de preparação:

- Coloca-se a cozer uma bela massa (búzios às cores, o que é que haveria de ser?). A sertã foi atulhada de azeite, ao qual juntei os espinafres, lancei sal lá para o meio e chafurdei tudo aquilo com alho em pó acompanhado de uma pitada de pimenta. Deixei aquela porra ao lume e fui fumegar lá para fora. Ceifei o tomate aos cubinhos e inseri-o junto dos outros ingredientes, pego num pacote de natas e atiro-as não ligando à quantidade, deitei o que me apeteceu, sem qualquer noção do que fazia. Mesmo assim não estava convencido de que algo inquestionável iria sair daquele fogão. Ausento-me da cozinha para deitar um olho ao Holanda-Roménia e retorno com uma lata de cogumelos numa mão e com a colher de pau na outra. Enfio a lata inteira na sertã e rezo para que dali saia algo minimamente tragável.



É óbvio que um prato vegetariano não o é na verdade sem o toucinho, de cor rosada como deve ser, por isso atirei-o lá para dentro. No fim a Mogambília apareceu com um belo exemplar de ananás, e não será forçoso dizer que ele também tombou para dentro daquela amálgama. Deito mais um olho ao jogo, ainda a tempo de ver o segundo golo da Holanda. Sentamo-nos à mesa, e eu estarrecido a olhar, a rogar para que aquela porcaria de prato funcionasse. E acho que funcionou.

Próximo prato vegetariano:

Bifes com molho de cogumelos.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Filme para hoje: Os Canhões de Navarone



No post anterior apelidei os animalejos de formigas nazis, pois logo aquando o ataque sanguinolento me veio à ideia o filme que hoje irei rever enquanto bebericarei uma cerveja e comerei umas pipocas. Nada como um filme másculo após me ter portado como uma menina. O dito filme é o Canhões de Navarone, onde as formigas farão o papel de tropas nazis, que tudo tentarão para me aniquilar. A minha cozinha fará o papel de ilha grega, onde se encontram os ditos canhões, e obviamente eu serei o actor principal, que destroçará todo aquele batalhão nazi e que salvará o exército aliado (a Mogambilia) de levar com uns belos projécteis de canhão.

Como podem ver a minha ausência neste blog deve-se à minha vida extremamente agitada e impetuosa, ampla em acção e audácia!
O ataque das formigas nazis



A minha casa foi avassalada por um exército de formigas, extremamente bem organizadas, com o intuito de a tomar de assalto. E não é que conseguiram! Pois bem, foram horas de negociação, valendo o facto de eu ser bem maior do que elas. Ali, no chão da cozinha, um palco de guerra improvisado, o soberbo número de soldados cuja metodologia e inteligência em muito me dominava… não me conseguiu subjugar. Não por mérito meu, é óbvio que foi a Mogambilia quem resolveu a situação, convencendo-as a voltar para as suas respectivas residências. Eu ali estava, plenamente mobilizado na minha incompetência para resolver este tipo de problemas, limitando-me a mandar palpites absurdos, proferindo observações integralmente desconexas e a insultar os animalejos, arriscando resolver o imbróglio de maneira viril, porém recheada de cobardia perante aquela enormidade colorida de negro.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A minha vida dava um filme indiano, parte V

A minha vida dava um filme indiano, parte IV

A minha vida dava um filme indiano, parte III

A minha vida dava um filme indiano, parte II

A minha vida dava um filme indiano, parte I

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Banda sonora para uma segunda de manhã

...plena de abafamento, como se fosse um ouriço a quem tivessem arrancado os espinhos um a um e lhe tivessem cuspido em cima, continuo assim numa ânsia de terminar o dia mantendo a sanidade mental

Joan Baez - Here's To You
Divine Comedy - Miranda
Ryan Adams - I Taught Myself How To Grow Old
Cat Stevens - Tea for the Tillerman
The Alan Parsons Project - Timelight
Talking Heads - (Nothing But) Flowers
Johnny Cash - Ring of Fire
The Editors - Sparks
George Harrison - When We Was Fab
Alice Cooper - I Never Cry
The Fratellis - All Along The Watchtower
The Stranglers - Peaches
Bat For Lashes - Sad Eyes
Daniel Johnston - I Had Lost My Mind
Babyshambles - Delivery
Lynyrd Skynyrd - Simple Man
Jefferson Airplane - White Rabit
Bob Dylan - The Man In Me
Mad Season - River of Deceit
Turin Breaks - Underdog
Anja Garbarek - The Last Trick
Belle And Sebastian - Here Comes The Sun
Led Zeppelin - Thank You
The Kinks - Nothing In This World Can Stop Me Worrin' Bout That Girl
Neil Young - Heart Of Gold
The Smiths - Girlfriend In A Coma
My Morning Jacket - Chills
Charlotte Gainsbourg - The Songs that We Sing

segunda-feira, 5 de maio de 2008

A minha melancia está morta!



Ponto único: A minha melancia está morta! Não quero falar sobre isso...
A batalha do Campo Grande



Com quase dois anos volvidos desde o lançamento da primeira obra, venho orgulhosamente anunciar orgulhosamente que o volume de vendas foi nulo. Nem um único exemplar vendido, o que demonstra de forma clara e inequívoca que o rumo que tracei se mantém inviolável.

Ao quinto dia do quarto mês do ano de dois mil e sete, ano e meio, após o vínculo amorável entre o Cavaleiro e a Princesa, o mal desatou a assombrar a sua vida como parelha carnal.

O mal, personificado nas tarefas domésticas, cedo causou transtornos na apaixonada conexão, contudo foi quase sempre superado.
O Cavaleiro, de mãos calejadas, e a Princesa de mãos perfeitas, como se tivessem sido esculpidas pelo maior dos artistas, cedo se desinteressaram das lides da casa. Com esta atitude desmazelada, o palácio foi-se degradando ao ponto de eles se verem forçados a encarar a situação. Esta rudimentar crise teve como manivela de ignição o findar da batalha do Campo Grande.



A Batalha do Campo Grande, ocorrida no jardim com o mesmo nome, constituiu um dos acontecimentos mais decisivos da relação entre o jovem casal. O palácio ficava num primeiro andar, mesmo em frente ao local da batalha. Deste modo o destemido Cavaleiro manjava e pernoitava em casa. Sem esta guerra, o pequeno reino governado pela Princesa teria sido conquistado pelos espanhóis, muito provavelmente, pois eles ainda estavam de olho, tentando deitar ao nosso bem mais protegido: as colheres de pau com alças. O contributo da Princesa foi primordial, pois era ela quem, todos os dias, preparava cuidadosamente o farnel do líder da quezília que defendia o orgulho nacional. Uma sandes de atum e um iogurte, era o que alimentava o Cavaleiro, mantendo-o rijo e fisicamente apto para o duro embate com o seu histórico arqui-inimigo. O seu secular rival: Sujeito a Reboque, este malfeitor liderava o exército inimigo, numa batalha que por acaso não figura nos livros de história, mas que foi das mais marcantes da idade medianeira, algures entre a centúria de 1980 e 1983, altura em que o Cavaleiro adveio ao mundo, tal como o conhecemos hoje, aquando da sua ascensão, abandonando o engatinhar fugaz.



Por um lado, a batalha foi útil para defender o orgulho nacional, mas por outro lado serviu de fosso entre os dois enamorados. O Cavaleiro combatia de sol a sol, não cumprindo as suas obrigações conjugais.
As disputas conjugais, normais em qualquer relação eram de tal modo conflituosas que até o exército atacante recuava, logo que as discussões conjugais se iniciavam, temendo pela sua integridade.

E foi graças a ela que eles dispersaram, recolheram ao seu reino. A Princesa decidiu terminar com a brincadeira do Cavaleiro, arregaçou as mangas, lançando uma demandada de estaladas na cara dos espanhóis, forçando-os a desertar e abandonar aquela campanha. Nunca mais os castelhanos se viram capazes de reunir um número suficiente de homens, de modo a ameaçar o pequeno reino luso. A batalha que durava fazia dois anos e meio, findou ao sentir o peso da mão da Princesa. Nos séculos passados bem como nos vindouros, a lenda da Princesa irá perdurar.

continua...
O regresso do ninja



Depois veio o ninja, e na presença de um possante caule de melancia vacilou, recuando meia dúzia de passos, refugiando-se na distância que o separava do vaso.

O que faz um ninja malvado à porta da minha casa? Que quererá ele? Terá sido contratado? Virá em causa própria? Tenho mesmo de resguardar o meu precioso vaso!

Um vaso verdejante, carregando ervas daninhas que vão chupando a água, roubando-a à minha amada melancia. Planta trôpega, necessitada de carinho. Sedenta de uma atenção que não lhe posso dar em virtude da sua própria segurança face aos horrores que os meus inimigos lhe querem infligir. Nunca uma pobre melancia havia sido alvo de tanto ódio e ganância. Planta que não cresce. Planta que não morre, planta que ali paira, inerte, ligeiramente inclinada, de caule torto, pescoço dobrado, folhas mastigadas pelos bichos que lá as vão trincando.

Escondo o vaso debaixo da janela, longe do alcance do ninja e dos mal intencionados bichos, mas sem grande sucesso, pois os bandidos logo mo descobrem. Levo-o para dentro de casa. Talvez seja a atitude mais imprudente. Uma vez no interior, no conforto proporcionado pela minha casa surge um ser (que por acaso) vive comigo, sendo esse uma criatura bem capaz te combater o meu pé de melancia, que comparado com o meu, cheira bastante menos mal. O ser que compartilha os meus aposentos? O arqui-inimigo da minha melancia, não sabendo eu se por ciúmes ou por pura ruindade.

O seu pé no pé da melancia.
Rebanho de dentes trincando uma côdea dura



Rebanho de dentes trincando uma côdea dura, caída de um balcão, ali, no escuro. Côdea recalcada por um sem número de pés. Marteladas infligidas por um punho calejado mas arestas do solo frio e infértil. Cheiro a frutos secos e cristalizados completamente indolores. Incapaz de se ver no espelho feito em cacos resultante de um golpe de espada ainda presa na bainha. Revolta cordial, respeitosamente contida.
Esta terra não é para melancias



Umas sementes colocadas na terra, mas não por acaso. Uma mão lá as colocou, suavemente na terra fofa. Um punhado de pequenos grãos, umas ovas de melancia enfiadas num buraquinho. Dois caroços negros, retirados de uma pêra abacate.

Foi este o procedimento, religiosamente seguido. Três semanas se passaram, e eu, pacientemente a dedicar o meu cândido afecto ao estúpido vaso. Conversando com as mui nobres sementes, trocando ideias, debatendo diversos assuntos, contando histórias de embalar, regando-as com café. E para quê? Apenas ervas cresciam naquele vaso, como que troçando de mim. Ervas arrancadas uma a uma para pouco depois constatar que algo mais havia florescido. Um magnifico pé de coentros, vindo do nada.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

As aventuras da Mogambilia



E cá está, mais uma vez me habilito a levar no focinho. O mais provável é nem entrar em casa, dependendo do humor com que ela esteja ao ver isto!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Lista de compras para um dia chuvoso



Peras para eu crescer viril
Cenouras para ficar com os olhos formosos
Tomates para ver se me torno num homem
Cogumelos para ver se fico ainda mais alienado
Massa para ficar rijo com um touro (de morte)
Arroz (que raios, estou farto de comer arroz)
Iogurtes líquidos para bebericar no comboio
Natas para lamber as beiças
Ananás em calda para terminar a refeição com a boca açucarada
Latas de atum para o caso de a humanidade estar a ser atacada por bichos (para poder petiscar no sótão secreto do armário)
Batatas Fritas por pura lambarice
Cebolas para poder soltar umas lágrimas sem perder a pose de macho
Couves que são óptimas para limpar o rabo (no caso de estarmos no meio do campo e não existir nada com que o limpar)
Bacon aos pedacinhos para cozinhar a minha especialidade (o que provoca desprazer a quem o experiência)
Cerveja para poder arrotar alarvemente enquanto faço coisas másculas
Queijo para comer à manada sempre que me apetecer
Pão para penicar enquanto como o queijo
Sumos porque na minha casa existe quem não beba álcool e me chateia a cachola por eu sorver uma bejeca fresquinha
Ovos para se partirem durante a viagem
Desodorizante para disfarçar o fedor emanado da sovaqueira

segunda-feira, 17 de março de 2008

Diário de bordo, de um comboio que pega em mim e me leva para onde ele vai



O pijama dobrado na cama, imaculadamente engomado, pousado no lençol suado. Lágrima que cai, deixando marcas vincadas que em vão se tentam esconder perto de mim, se assim o poderei dizer! Poder dizer no fim, e então: mostrar-lhe (para sempre). Tensão terrível que me faz gritar, ecoa atabalhoadamente na minha cabeça, queima-me. O poste sob o muro da casa junto ao rio, e eu na outra margem que me devolve o olhar curioso. Peixe podre na varanda, sonhando em ver a noite de pernas para o ar, enterrando as orelhas nas lâmpadas, perdendo as rédeas. O arranhar das unhas na pele macia, fazendo com que o meu acordar seja ingrato. Cuspo para o ar, sou de novo bafejado pelo fluxo vigoroso de uma chapada que falhou o alvo, deambulando no ar.

Uma nova alma neste mundo. Medo de falhar, de perder a distância que ainda falta percorrer. Sensação estranha esta que rebola nas minhas tripas mal cheirosas. Agarro o poste (do lado de fora) que me foge, deixo-o ir. Fico de mãos vazias coladas no vidro da janela. O final feliz que não aparece, parece-me um engano. Um possível engano que me persegue em passo de corrida, vagueando apressadamente, eternamente, sempre pronto para partir em direcção ao limite. Desgovernado, perco o norte, ali a olhar o sol, nunca me perdoando por algo que ainda não fiz (nem que devia ter feito).
Mais uma vez o tempo, preso na parede, da noite passando para o dia, voltando ao ponto de partida se qualquer noção de o ter feito, sem lembrança. Um arrepio gélido atravessa-me a espinha, um tufo de gelo percorre-me as veias que vão engrossando com o crescente nervosismo, como se estivesse numa gaiola enferrujada, de onde não esperava sair, mas de onde tentava a fuga. Porém ainda não fora desta que reunira as necessárias forças (vou trincando uma bolacha) que me eram sugadas pela desilusão. Mais uma vez espreito pela janela. O meu pé esquerdo dormente, a perder lentamente a sensibilidade, o chão move-se, saltito em passo de corrida. Um som vem do lado de fora, sempre o mesmo som. Ainda não venci o meu medo, mais uma vez havia perdido a coragem de esticar o pescoço além dos limites impostos pela janela, mais uma vez ficara a desconhecer o dono de tal som que ecoava nas minhas orelhas. Uma comichão começa a arrepanhar-me o pescoço, mas a preguiça não mo permite coçar. Coço para a semana (pensei eu):

- Na verdade, se queres saber, estou-me a cagar para tudo isto. Desisto!

Esta ideia de derrotismo não me saia da mente, apesar de em certas alturas esse facto costuma ficar escondido enquanto me entretenho com pequenas coisas, para logo depois tornar a subir paredes e dar vigorosas cabeçadas na parede.

Rir por dentro, pisar o calo, olhar o vazio, contar o tempo, ver os meus três ou quatro cabelos brancos, correr sem sair do sitio, um pé grande e um pequeno a mancar. Pano sujo. Nódoa na minha camisola nova. Fisga gigante apontada às minhas trombas. Ramo de árvore enfiado no nariz.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Magoar o nalguedo com tamanho sentimento



Quero apertar o cordão
De uma forma bem forte
De um modo bem enérgico
Os cordões que me traíram
De um modo bem maléfico
Senti as nalgas no chão
Num acto de intenso ardor
Magoar o nalguedo com tal sentimento
Fez com que esse momento
Não se perdesse porventura
Roçando com a nalga no degrau
Experimentando perder o controlo
Numa queda que assim perdura
O meu cordão apertar
Para nunca mais cair
Apertar com precisão
De ter o nó firme, sempre
Hoje e perpétuamente
Um bom aperto no cordão

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Os perigos (a curto prazo) de dormir com um ninja


imagem retirada do filme que como se de uma enciclopedia ninja se tratasse, me ensinou tudo o que precisava sobre...ninjas: O Ninja das Caldas

Para meu infortúnio tenho dormido na companhia de um ninja, se bem que inicialmente não tivesse dado qualquer importância, julgando tratar-se de uma freira. Esta noite tudo mudou, acabei por concluir que dormia com um ninja. E eu (pobre de mim) sem qualquer preparação em artes marciais, exceptuando as técnicas absorvidas aquando do visionamento de pérolas cinematográficas tais como o Kung Pow - Punhos de Aço, onde o 'Escolhido' tenta vingar a morte da sua família. O Master Pain (que gosta de ser chamado de Betty) é o vilão implacável. A aparição da miúda mono-teta que a cada passo solta um wiwiwiwiwi mais a cena da vaca completam o meu treino no que respeita às artes marciais. Mas mesmo tendo assistido aos filmes do Bruce Lee, do Chuck Norris e ao genial Ninja das Caldas nada me assustou mais do que constatar que partilho a cama com um assassino, uma máquina exímia em escuxinar pessoas. Ainda para mais... arghhhhh

Eu bem a tentei impedir - método utilizado: acedi a entrar numa grande superfície comercial, numa tarde de domingo, com o intuito de comprar artigos de higiene intima, algo que me fez estremecer e agonizar, mas a missão, com elevado grau de dificuldade foi cumprida com distinção, agora não (estou aqui a falar com os senhores) não!!! arghhh, smuchh, autch, argh...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Dedo no nariz



Planeara eu um dia poder enfiar o dedo no nariz
Com o meu dedo,
Tencionara poder sentir, o dedo no nariz
Tocar o ranho aquecido, poder senti-lo
Desejava, um dia, num simples gesto
Sentir-me aliviado, sentir-me assim
E ainda que por muito pouco durasse,
Sentir-me aliviado, sentir-me assim
Quisera eu sentir um toque de magia,
Num momento de fascínio sentir o dedo no nariz
Romper esta comichão incomodativa
Que me sustenta a angustia
No meu nariz
Sentir-me aliviado, sentir-me assim
Anseio assim, coçar o nariz
E minorar esta sensação
Sem nunca mais sentir esta ranhola
Sentir-me aliviado, sentir-me assim
Preciso de um lenço de papel…
Dois albuns para ouvir durante o dia de hoje

Agua De Annique - Air



Ora bem, devem conhecer a Anneke van Giersbergen, ex-vocalista dos The Gathering que criou outra banda, os Agua de Annique... agora vou continuar a ouvir o disco que está bastante agradável...

Anoushka Shankar - Breathing Under Water



Ai a Anoushka! Que neste álbum se aproxima do conceito comercial, uma boa dose de exotismo que cria um ambiente de conforto, afagando-nos a alma, envolvendo-nos num clima de paz e amor (ok, admito que estou a exagerar um pouco) a cada acorde da sua cítara. Esta menina é irmã da Norah Jones que também participa neste álbum, a par do seu papá, o virtuoso Ravi Shankar e do Sting). Aconselho que escutem este disco com a atenção que a Anoushka merece.

Anoushka! Lembras-te de mim? Em 2002 nas caldinhas? Se sim dá uma apitadela!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A arte de não dobrar meias, eis o que dá



Este vídeo amador é a derradeira prova de que sou molestado. E porquê? Tudo pela minha inabilidade de dobrar as meias. Após esta contundente prova não restam dúvidas de que preciso de um qualquer workshop na arte da dobragem das meias! Logo que cure as feridas e que as nódoas negras desapareçam farei uma aparição pública. Com que cara poderei agora entrar no café Caçador?
Os monstros de ontem que irão atacar amanhã, ou depois de amanhã



Algures na mata, escondido num tronco, ou até mesmo na minha fronte. Mesmo ma ponta do meu nariz. Entrando pelos buracos, ranho adentro, fluindo através da minha pilosidade nasal. Serpenteando pelo muco, a tentar alcançar o meu cérebro. Quão infelizes serão eles! Nunca penetrarão no meu cérebro, na muralha erguida a cada pensamento, criando uma barreira inviolável. Que quererão eles do meu cérebro? Nada possui de valor. Gosma colada nas bordas cinzentas! Entulho impedindo a mente de sair pelas orelhas. Orelhas que servem para bloquear ideias, criando cera, fazendo com que as ideias escorreguem de volta ao seu lugar, para o vazio da minha mente. Que querem eles, seres que da mata saíram, mata escura e espinhosa cheia de bichos que me roem as ideias. São uns monstros, é o que são!
A corda



Ali pendurado na corda
Pescoço esguio a tentar escapar
corda esticada
corpo inanimado
corpo amarrado
corda a rasgar
corpo a cair
lama na face
lama musguenta
lodo que suja a face
face esganada pela corda
quem colocou ali a corda?
quem o matou?
corda estranha
na mala do carro
fita vermelha atada na corda
na mala do meu carro
carro avariado
terá sido a corda?
por certo não!
Led Zeppelin em Portugal, afinal só em DVD

Julee Cruise em Braga



A Julee (trato-a desta maneira informal, pois ela quase faz parte da minha vida, ai a Julee (suspiro), mas o suspiro reporta à minha adolescência, enquanto seguia o drama da desafortunada da Laura Palmer, uma lágrima me escorria no recanto do olho ao ouvir este tema:



Bem sei que um homem não chora, e aquilo não era chorar, talvez tenha sido um cisco no olho, bem no meio do olho, provocando um lacrimejar, causado talvez pelo corpo estranho da canção que desperta emoção, talvez até, quem sabe, um qualquer fragmento invasor, o qual apenas se retirava ao fim da canção) traz o seu projecto ao Theatro Circo em Braga, no dia 18 de Fevereiro. Este concerto será o único em Portugal e serve para apresentar o seu trabalho mais recente, o álbum The Monstrous Surplus, o qual tenho ouvido desenfreadamente.

Os bilhetes andam por aí a 15 euros cada… A correr bem lá estarei, babado em frente ao palco…
Embrenhar no negrume da selva, para depois acordar



Eu vou, mas não quero ir. O bilhete está na mão, mas a querença cede, tal como se fosse uma ancora bolorenta. Não quero ir. Nem sequer devo ir. Qual o porquê da súbita viagem? E logo para o Zimbabwe? Por fim acordo, coço a nalga esquerda, a perna está dormente. Porra! O suor goteja pela minha focinheira, viro-me para o lado e adormeço de novo.
8 e meia da manhã



Nota introdutória à narrativa: não existe lógica nesta narração. Os intervenientes não passam de corpos dissidentes do devaneio febril do sujeito que rabisca estas porcarias.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Cá está a primeira playlist de 2008

Não existe qualquer critério na selecção das músicas, apenas registo algumas das quais deixaram marcas, que me disseram algo, que me tocaram. Na sua maioria remontam a 2007, mas algumas mais antigas persistem em penetrar na lista. Brevemente apregoarei os álbuns que mais tocaram na minha grafonola durante o ano transacto.

Regina Spektor - Us



Robert Plant & Alison Krauss - Sister Rosetta Goes Before Us(2007)



Gogol Bordello - Wonderlust King(2007)



April March - Up Above



Spoon – The Underdog(2007)



30 Seconds To Mars – The Kill



The Editors - An End Has A Start(2007)



The Organ – Brother



Tegan & Sara - Back In Your Head(2007)



Joanna Newsom - Sprout And The Bean



The Decemberists - O Valencia!



The Veils - Calliope



Gomez – See The World



Mates Of State - Like u Crazy



The Shins - Phantom Limb(2007)



Radiohead - Jigsaw Falling Into Place(2007)



Rilo Kiley - Portions of Foxes



José González – Teardrop(2007)



Arcade Fire - Intervention(2007)



Gorillaz - Bill Murray



Foo Figthers - Long Road To Ruin(2007)



Bjork - Declare Independence(2007)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Nouvelle Vague em Guimarães

Este post apenas serve para comunicar que fui um dos presentes no concerto dos Nouvelle Vague que decorreu em Guimarães em Dezembro passado, aqui deixo um cheirinho do que lá se passou. A banda francesa, desde há muito uma das minhas favoritas, baseou a actuação a tocar covers, passando pelos inevitáveis e intemporais: Blue Monday dos New Order, The Killing Moon dos Echo & the Bunnymen, Heart of Glass dos Blondie, e mais uma dezenas de canções memoráveis.
Aqui fica um cheirinho, uma versão dos Joy Division: Love Will Tear Us Apart