quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Enfim, a casa começa a ficar mais catita



Ainda mal me mudei e já o sacripanta do peluche (o coitado nem nome tem) já se instalou confortavelmente, reclamando só para si uma divisão inteira, nomeadamente o quarto. Tenho ainda um longo caminho de negociação com o mafarrico do boneco, eventualmente o quarto ficará apenas para mim e para a Mogambília. Para já dormimos os três na mesma cama, ficando ele no meio.



Obviamente que as primeiras compras para a residência oficial mogambiliana foram obtidas com o intuito de rechear o frigorifico. Nada como um monte de garrafas de cerveja para lhe dar um tom de alegria. Os pudins ajudam a completar o arsenal de porcarias que acabarei por ingerir, contrariando as insistentes indicações do médico, contribuindo assim para a minha satisfação em comer produtos ruins.



Os duendes aliados da estirpe mogambiliana não deixaram de dar apoio na execução de elaborados restauros em mobílias delicadas. O GM marcou presença, arregaçando as mangas e esfregando como se não houvesse amanhã.



Como se verifica nesta foto, o anfitrião pulava e recalcava, suando como um maluco, esfregando aqui, e esfregando ali. A limpar impurezas sem se cansar de olhar para o trabalho.



O duendes mogambilianos/GM não olharam as esforços. Para manter a privacidade destes indivíduos usarei nomes fictícios; Ricardo, Luís, Carlos, Natália e Ângela. Estes seres trabalharam sem parar, sob o olhar diabólico da Mogambília, que com um pau comprido os vergastava à medida que iam demonstrando fadiga.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Vai uma sopinha de abóbora?



O C.P.T. foi o local assombrado elegido pelas forças malignas que lá costumam pairar e rastejar. Num evento fomentado pelo próprio demónio, que ousa seguir a terrífica temática das abóboras, rechonchudas e com uma figura ridícula, vangloriando-se de uma vela parva, cravada nas vísceras! Tenham medo, procurem por lâminas nas bordas dos copos, veneno nas bebidas, serras eléctricas atrás das portas, perdigotos maléficos, peidos nauseabundos e aquelas coisinhas que arrancam olhos e vazam a vista!

Teremos então uma noite temática, com bruxas, fantasmas, videntes, espectros e vampiros! Um magnifico caldeirão mágico e fogo por todo o lado! Sem esquecer a música e os vídeos, que ficarão a cargo do mafarrico e tinhoso Dj Mogambílio, que deixará toda a gente com uma lágrima no canto do olho, a nostalgia invadirá a festa com cantigas de amor, belas baladas que falam sobre o amor, prisão intestinal, gonorreia, amor eterno e fracturas expostas.



Para o fim deixaremos a actuação dos Anifernyen, agrupamento musical dotado de um registo sonoro que roça o bem-querer da música romântica, tudo isto polvilhado com umas pepitas de black metal recheado de negrume, levando-nos a imaginar salões de baile, onde casais de meia idade dançam alegremente, enlaçados e néscios, saboreando o momento, a fazer mosh, crowd surf e levando a cabo rituais satânicos.

No local estará alocada uma banca onde será possível realizar pinturas faciais. E é isto meus amigos! Apareçam!
Anda lá, vai a Barcelos dar uma sopradela



Concerto de solidariedade, um sopro de esperança!

Com os Clã, Peste & Sida, Sérgio Lucas e a sua banda, e com o André Pimenta.



Dia 27 Outubro, no Pavilhão Municipal de Barcelos pelas 21 horas!

Organização: La Salle Barcelos, Sopro (Solidariedade e Promoção)

Entrada: 5 sopros

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O rabo alapado na carpete da sala!

Comichão na nalga esquerda, cotão no umbigo e uma das orelhas a latejar, como traduzir isto? É bastante simples! Casa nova, não do Casanova galanteador debochado e emancipado que arrebatava as senhoras incautas! Não o Casanova que se pavoneava pelos bordéis londrinos em busca de rameiras. Falo sim da minha casa nova! Algo entre uma roulotte e uma barraca, escondida atrás de um bosque imenso rodeado por monstros.

Já vou na segunda noite na minha residência oficial, para trás ficou a saudosa casa dos papás, arrastando o cordão umbilical para um novo mundo, recheado de mistérios a desbravar! Indagações profundas relacionadas com fronhas, lençóis, máquinas de lavar, apliques diversos e artigos que preenchem o armário da casa de banho.

O que me veio salvar deste desterro auto imposto foi um velho rádio de ondas curtas, esta maravilha permite-me ouvir emissões radiofónicas transmitidas além-fronteiras, nada como ouvir uma emissora chinesa para depois rodar o botão e encontrar uma outra em russo ou mesmo em árabe enquanto preparo o jantar.



Só me senti realmente em casa quando entranhei o dvd do Justiceiro na ranhura e me arrebatei com as façanhas e adversidades do Michael Knight e do seu amigo Kitt. Os anos oitenta passaram por ali, os quilos de laca, os efeitos especiais assombrosos, e o carro que fala! A carpete serviu de amparo ao nalguedo, protegendo-o da tijoleira fria, enquanto arregalava o olho à medida que a acção se desenrolava, esperando a todo o momento a famosa frase imortalizada na tradução brasileira da Herbert Richers: Kitt, venha me pegar!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Livros de cabeceira:



Este será o livro a ter em atenção, abandonando estes dois:



Estes dois, impregnados de sábio conhecimento, de técnicas ideais para formar um homem!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Chave na mão! Será que cresci?



A minha vontade seria a de dizer bem alto estas palavras: marafona que esbarrigou! O mesmo que dizer: meretriz que desovou, ou até mesmo: rameira que expeliu, para não dizer puta que pariu (bem alto). Enfim, tudo isto proclamado num tom sério de desabafo. É incrível o peso que uma chave pode ter, não o peso da própria chave, mas o que ela representa: a minha casa, o que será o mesmo que atirar para longe os tempos luzidios do pagode, renegando a minha criancice e deixar-me entrar na idade adulta, ou lá o que isso seja.

E isto tem-me esfalfado o tino, num movimento cíclico, numa sequência estancada num exercício ágil e pateta que resulta num nó no cérebro, contraindo os intestinos e inchado as orelhas, bem como provocando arrepios na pélvis.

Mas o que mais me importuna é o caso de nunca mais poder fazer esta pergunta: Ó mãe? O que é o almoço?

terça-feira, 2 de outubro de 2007

20 músicas para hoje



Pulp – Joyriders
Yo La Tengo - 20th century boy
Twisted Sister - We're Not Gonna Take It
Thin Lizzy - Whiskey In The Jar
Rollins Band - Ghostrider
The Misfits - Last Caress
Muddy Waters - Mannish Boy
LA Guns - Never Enough
Fugazi – Turnover
frente! - Bizarre Love Triangle
Big Audio Dynamite - E=MC2
Gomez – Getting Better
Goran Bregovic - Ederlezi
Mr. Bungle - Pink Cigarette
Meat Puppets – Oh Me
Neil Young - Heart of Gold
Tegan & Sarah - Walking with a Ghost
Clash - Magnificient Seven
Nick Cave and P J Harvey - Henry Lee
De-Phazz - Something Special

Porquê? - Porque sim!
A sétima temporada de Smallville



Após alguns meses penando pela estreia da sétima temporada, eis que Smallville regressa, para que eu me possa refastelar, emocionar, agitar e rever as estupendas cachopas que por lá se laureiam, falo, claro pois, da Erica Durance, sem dúvida alguma a melhor Lois Lane de sempre, e a desarmante Lana Lang (Kristin Kreuk).

Foi com uma lágrima obstinada, que se recusava a abandonar o canto do meu olho esquerdo, que assisti intrépido e ordeiro ao desenrodilhar deste primeiro capítulo da saga do mancebo Super-homem. E agora, mais uma semana de espera…

É emoção a mais, e parafraseando o Gil, classifico esta série na secção: Já chorei ao ver isto…

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Finalmente ganhei coragem para ver este filme!



Sendo eu um tacanho sugador do universo do Super-Homem, não poderia passar sem ver este filme, sabendo à partida que seria uma extraordinária perda de tempo. O filme apanha a boleia do sucesso do famigerado super herói, narrando as aventuras da sua prima Kara-El, que viaja até ao nosso planeta, com o intento de resgatar o Omegaheadron, uma fonte de energia de Krypton. Até aí é tragável, chegando a roçar o burlesco quando esse objecto cai bem na frente da vilã do filme: Selena, uma bruxa malvada que, invariavelmente quer dominar o mundo…

Consegui seguir a narrativa, bocejando e estropiando-me, sobrevivendo à película que me espetava lenhos no cérebro já de si anormal.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

A toalha de papel



Uma toalha de papel, banhada pela embriaguez
Malga cheia, nunca desabitada, sempre a gotejar
Num ponto que me é habitual, um espaço vazio, só meu
Tragar uns copos, exaltar e terminar num pranto
Escolher o meu momento e regá-lo na malga
Desprender a vontade e ali ficar, parado
Retraído no degredo, mesa de pedra a segurar as orelhas
Do meu olho grela uma lágrima, pareço uma batata
Corto-me ao meio, saco o miolo, fico contente
Deixo-me cair, afago o bigode pendurado no chão
Amargo, invadido por uma comichão, mais um trago
Sorriso curvo estatelado nas beiças rosadas pelo vinho
Apenas uma pedra a servir de mesa, agarrando-me
Como o violeta insolente da malga afogada em incerteza
Abdico do padecimento tolo de que sofro, ou não!
O gregoriar, murmúrio que vem da garganta
Espalhando-se na mesa, no tecto, no chão
E por fim, na toalha de papel, sempre a toalha de papel...
10 músicas para hoje



Monster Magnet - Space Lord
Squeeze - Up the Junction
Marissa Nadler - No Surprises
Fleetwood Mac - Go Your Own Way
ACDC - Dirty Deeds
The Pierces - Boring
David Bowie - Rock 'N' Roll Suicide
Tool - Stinkfist
Black Sabbath - Electric Funeral
The Alan Parson´s Project - Eye In The Sky

Isto num dia em que até estou bem disposto... um bem haja!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Num destes dias... escrevi isto...



Ao sentir uma hesitação em Cássio, Bidon avançou na sua argumentação. Dando incentivo e ânimo, oferecendo-lhe a liberdade e a honra que lhe havia sido tirada por Mellotron. Mellotron que lhe apertava o peito e que não o deixava respirar. Bidon quase implorava para que Cássio lhe entregasse a sua alma, renunciando assim, deste modo a Mellotron. Abanando-lhe a bandeira da vontade, do ser, da força. Mostrando-lhe a negrura fria de Mellotron, que lhe sugava a alma. Cássio estava agora situado em frente à grande janela da sala, pensativo e fechado em si mesmo, pensando no caminho a seguir, Bidon ou Mellotron?
A Batalha do Campo Grande



E assim começa o segundo volume do meu romance histórico:

A Batalha do Campo Grande, ocorrida no jardim com o mesmo nome, constituiu um dos acontecimentos mais decisivos da relação entre o jovem casal. O palácio ficava num primeiro andar, mesmo em frente ao local da batalha. Deste modo o destemido Cavaleiro manjava e pernoitava em casa. Sem esta guerra, o pequeno reino governado pela Princesa teria sido conquistado pelos espanhóis, muito provavelmente, pois eles ainda estavam de olho, tentando deitar ao nosso bem mais precioso: as colheres de pau com alças. O contributo da Princesa foi primordial, pois era ela quem, todos os dias, preparava cuidadosamente o farnel do líder da quezília que defendia o orgulho nacional. Uma sandes de atum e um iogurte, era o que alimentava o Cavaleiro, mantendo-o rijo e fisicamente apto para o duro embate com o seu histórico arqui-inimigo. O seu secular rival: Sujeito a Reboque, este malfeitor liderava o exército inimigo, numa batalha que por acaso não figura nos livros de história, mas que foi das mais marcantes da idade medianeira, algures entre a centúria de 1980 e 1983, altura em que o Cavaleiro adveio ao mundo, tal como o conhecemos hoje, aquando da sua ascensão, abandonando o engatinhar fugaz.
As fotos GM



A pedido de vários de vocês que vociferando, numa verborreia desenfreada, bramindo aos céus, implorando pelo CD das fotos GM, arremesso a colecção completa das imagens dos momentos que marcaram desde sempre, os eventos GM. Três edições alternativas: A Censurada, A Documentada e a Sem Coleira e Sem Vergonha, esta última dividida em dois discos; dois DVD's repletos de pérolas até então escondidas na ostra que representa um certo requinte de parvoíce em doses não recomendadas a pessoas normais.

Fotografias que remontam a 2003, quando ainda éramos pessoas muito pequeninas, e que chegam até 2007... Quem quiser que me dê uma apitadela!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Terminar de espremer das férias



A celebrar o fim das férias:

Olha para mim
tou aqui à espera
coitado d'eu
a suspirar por um abraço
do calor do teu regaço
ok, até lá vou ali
ao café
beber um bagaço
enquanto pensas
que se solucionou tudo
estarei a palitar os dentes
e a escovar o bigode
no Frango Dourado
era o costume
o mesmo de sempre
um café com cheirinho
cheirinho bom
lá fico eu...

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Passatempo da Perdiz



Aqui estão armazenadas as pertinentes opiniões dos participantes neste passatempo idiota. Podem ter total confiança neste passatempo, pois eu asseguro o lugar de representante do Governo Civil. Podem confiar em mim e no meu discernimento, se isso embora, por vezes possa ser contornado...

http://painatal.fragmentized.net/index.htm

Anda lá, participa antes que o passatempo termine!

Aqui estão as respostas recebidas:

http://painatal.fragmentized.net/perdiz.htm

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Passatempo da Perdiz



O objectivo deste passatempo megalómano é o de lançar um impossível desafio, a missão de responder a esta questão:

Qual a esperança de vida da Perdiz?

O magnifico prémio será um pires de tremoços e uma bejeca!



Regulamento do Passatempo

• Este passatempo inicia-se a 11 de Julho e o prazo de envio das respostas termina quando me apetecer.

• Os resultados são apresentados quando me apetecer.

• Os vencedores são contactados por e-mail e anunciados em mogambilio.blogspot.com e em painatal.fragmentized.net.

• O prémio deverá ser levantado em local a combinar.

• Só serão consideradas válidas as respostas correctas, ou as que eu achar mais parvas.

• Cada utilizador só pode concorrer uma vez. As respostas duplicadas são anuladas, salvo terem sido submetidas por mim.

Ass: Mogambilio

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Viagem feita à parva, montanha acima



O Ricardo aparece para tomar café, e na sua posse, uma bela Ford Transit. Logo ali ficou agendada uma viagem exploratória para os lados do Gerês. Poucas coisas são tão saborosas como uma viagem de amigos, uma coisa de homens, onde podemos agir naturalmente, feios e porcos! E esta foi mais uma experiência em que partilhamos coisas de gajos, dando valentes pontapés no tédio e gozando a vida na condição de machos, de pêlo ao vento.
A carrinha, velha e rude serviu na perfeição, acomodamos o vinho na imponente bagageira e lá fomos nós, rumo à natureza, em busca de ursos e gaivotas nas verdejantes montanhas do Gerês.
Parvos e sorridentes demos inicia à viagem, desatentos à paisagem circundante, contemplando o ruminar das vacas e admirando a ausência de ursos.
Parecíamos ciganos, com a língua de fora, ondulando com o vento, a conversarmos sobre coisas inconsequentes, e uma ou outra vez sobre coisas verdadeiramente importantes, tais como a já referida ausência de ursos no Gerês, sobre o melhor método para refrescar o vinho uma vez chegados ao destino e principalmente sobre parvoíces.


(da esquerda para a direita: eu, o Jorge, o Pedro e o Ricardo)

Os quatros, para os quais darei nomes fictícios eram: Eu, o Jorge, o Pedro e o Ricardo. Estupidamente acordei encharcado em suor, acabando de sonhar que tinha sido criado num ninho de pardalecos mutantes, vestígios da noite anterior, que havia sido pesada. Nós os quatro na carrinha, como se fossemos guerrilheiros colombianos, ciganos feirantes ou mesmo até fugitivos da ira de um qualquer dono de uma cerejeira.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Livro de cabeceira: Trinity, de Leon Uris

Jantar ultra-romântico na mouraria



Ou - Jantar a dois na presença de uma terceira pessoa, presença essa que se manifestou no olhar incisivo do Fernando Maurício, que daquela moldura, nos observava melancolicamente distante. Bigode másculo, e vida preenchida, como nos contou o simpático dono do estabelecimento. Um pequeno restaurante 'acima da baixa' lisboeta, onde se comeu com excelência, um restaurante onde Fernando Maurício paira com uma aura mística e transcendente. Grande fadista, que ali, naquelas ruas cresceu e onde se tornou num dos mais famosos guitarristas do nosso fado.

Jantar ao som de clássicos do Emanuel, tais como: Cada vez que um filho nasce, Minha querida noiva, Amor entre os amores, Esta declaração de amor. A par de clássicos do Roberto Carlos e o inevitável Nelson Ned.

Enquanto trincávamos a refeição íamos engolindo em seco, petrificados com as belas canções que ecoavam pelos ares, com medo do empregado que de cinco em cinco minutos nos perguntava se a comida estava boa. Medo da foto do Fernando Maurício que nos olhava lá de cima. Mesmo assim adorei o local, todo aquele ambiente típico, tradicional e acolhedor. Peço é que mudem a cassete, porque jantar a dois ao som de Cada vez que um filho nasce não é lá muito bom para a digestão.
Badalhoquice em Lisboa



Tentar passar um fim de semana num antro, onde o estilo badalhoco impera, transforma-se num desafio angustiante. Lisboa chafurda na imundice. Ok, admito um pouco de exagero nas minhas palavras, mas a hora mais esperada é sempre a do regresso ao norte.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Filme do dia: Aqua Teen Hunger Force Colon



Um filme épico, de tanta acção idiota que me agarrei ao estômago de tanto me rir. Sim! É suficientemente parvo para me colar ao ecrã, e me levar a acompanhar a saga de uma embalagem de batata frita, de uma almôndega e de um batido. A história fala-nos de uma imortal máquina de exercício físico e começa no Egipto, onde os três personagens lutam com o caniche maléfico, transportando-se depois para a cidade norte-americana de New Jersey. Aí encontram os gatos extraterrestres vindos do futuro, acompanhados por um robô com uma tara sexual, juntos tentam encontrar a tal máquina de exercício físico criada por um super vilão cientista, pai do pacote de batatas fritas, que afinal de contas, num final surpreendente, se revela como pai do cientista, mestre do disfarce. Perceberam? Não? Então vejam este fascinante filme...
Livro de cabeceira: Os Novos Contos de Amadou Koumba



O livro anterior, a Evasão, cujas páginas foram sugadas, com a fuga do Michael Scofield da série Prison Break a assaltar-me a memória, saboreei a fuga dos presos políticos argelinos da prisão francesa, fui cúmplice dos seus sucessos e fracassos, segui com emoção o desenlace narrativo.

Ainda com o livro anterior na mente, iniciei a leitura de outra obra, na estante, sorriam Os Novos Contos de Amadou Koumba, do escritor senegalês Birago Diop que nos oferece um misto de conto e de fábula. As tradições populares africanas, carregadas de riqueza cultural, cheia de ensinamentos.
Livro: E Deus Criou Eva



Um álbum de humor criado pelo francês Phillipe Bercovici com diversos gag's onde se apresenta Deus, a serpente, Adão e Eva. Num tipo de humor interessante e muito sarcástico, que se lê em três tempos.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Eu, o coelho e o Meat Loaf



Por muito que a minha consciência diga em contrário, o Meat Loaf sempre terá um local de destaque no meu coração, lado a lado com o coelho. Nós os três, juntinhos a praticar o amor como se não houvesse amanhã, enquanto o disco vai tocando. Aqui fica um cheirinho, a música mais marcante deste incompreendido artista, num vídeo clip produzido pelo Michael Bay. Se bem que esta música pertence ao segundo volume da obra, o recordista de vendas: Bat Out of Hell II, fiquem lá então com a pérola, e quem for insensível e sem coração, que me dê na cabeça (já estou habituado, sniff).

- Vou para o meu cantinho, e chorar, sniff sniff... ninguém me compreende... não é coelho? É que eu por amor também faço tudo... ou não! Ó coelho, espera lá. Ó coelho, anda cá malvado, não me fujas com o disco, e chega-me aí os lenços de papel, sniff.

I Would Do Anything for Love

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Eis a versão final do meu livro!



Pois é meus caros, ultimei e dei os retoques finais do livro: A Mais Bela Estória de Amor, onde assistimos à saga do Cavaleiro em busca do amor da sua vida: a Princesa Amada. Uma viagem repleta de perigos, desafios, palermices. Uma estória onde o amor é o mote, onde a estupidez impera. Personagens românticas, grotescas, maléficas, preenchem a narrativa, baseada em factos ridículos.

Podes fazer o download da versão em PDF clicando aqui.
Livro de cabeceira: A Evasão



Eis-me de volta à literatura africana, desta vez debruçado sobre uma obra de Ahmed Akkache, trata-se do romance que popularizou este escritor argelino. Este faz referência à luta pela independência, retratando a resistência do povo argelino face à opressão colonial francesa. Um tema muito recorrente nesta colecção de autores africanos. Folheei os primeiros capítulos e fiquei com ânsia de folhear o resto, a desejar saber mais sobre esta evasão...

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Liberta o stress, acerta-me no focinho!

O melhor modo de relaxar. Nada como me acertar com uns bons sopapos nas ventas para fluir cá para fora o stress acumulado durante o dia. Dá-me com força!


terça-feira, 22 de maio de 2007

Bebe - Siempre me Quedara



Uma voz única, doce e que escolhe bem as palavras é como descrevo esta cantora espanhola. Não me canso de ouvir o álbum Pafuera Telaraña, mais um nome a reter…

Cómo decir que me parte en mil
las esquinitas de mis huesos,
que han caído los esquemas de mi vida
ahora que todo era perfecto.
Y algo más que eso,
me sorbiste el seso y me decían del peso
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.

Me cuesta abrir los ojos
y lo hago poco a poco,
no sea que aún te encuentre cerca.
Me guardo tu recuerdo
como el mejor secreto,
que dulce fue tenerte dentro.

Hay un trozo de luz
en esta oscuridad
para prestarme calma.
El tiempo todo calma,
la tempestad y la calma,
el tiempo todo calma,
la tempestad y la calma.

Siempre me quedará
la voz suave del mar,
volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.
En la voz suave del mar,
en volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.

Cómo decir que me parte en mil
las esquinitas de mis huesos,
que han caído los esquemas de mi vida
ahora que todo era perfecto.
Y algo más que eso,
me sorbiste el seso y me decían del peso
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.

Siempre me quedará
la voz suave del mar,
volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.
En la voz suave del mar,
en volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Mais um cão, mais uma tormenta



Não. Não se trata do lutador, cuja grandiosidade vai bem além dos ringues, não se trata do famoso personagem de Stalone. Este Rocky não luta, exceptuando os momentos em que tenta desalojar o Yuri da sua casota, tal como se de um combate se tratasse.






E não é que os dois cães, o Yuri e o Rocky Balboa se uniram à pessoa pequena que deambula pela minha casa, agora sim, a somatória dos seus actos a multiplicar por três lançará o caos, arruinando o meu sonho, que jamais se concretizará, agora que os dois cães mais o ser de reduzidas dimensões conjugaram forças…

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Mais um livro na cabeceira



Mais um romance da autoria do José Rodrigues dos Santos que tenho vindo a ler.
Saltitando de penedo em penedo na porra da natureza



A comunhão com a natureza faz-nos atingir um estado de espírito em nada comparado com o de ficar com o dedo preso numa porta, ou partir uma perna. Deixa-nos extasiados, admirados e com a alma preenchida. O Gerês com as suas cascatas, com o seu verde, com a sua paz leva-nos a imaginar, sonhar, a respirar o amor, eleva a nossa existência. Mas tudo isto se torna numa grande treta passados uns dez minutos, os insectos que se colam no nosso suor, as teias de aranha que se prendem nos dentes, as cobras que se fazem aparecer no meio do caminho olhando-nos com um tom pouco convidativo e a fazerem tsss tsss com a língua. As caminhadas intermináveis, os sapos que deambulam pela vegetação, o telemóvel sem rede que mais tarde não hesita em se atirar na água fria e corrente. O cansaço nas pernas… Adoro a natureza, mas na televisão, recostado no sofá a ver a saga das caçadas dos tigres, o cio das girafas, isso sim é muito giro, agora no que respeita a descer escarpas para depois as voltar a subir… Ui ui, está quieto.

Para mais com a ideia do Jorge de lá voltar e pernoitar, levando connosco a Arca da Aliança também conhecida por Caixa de Pandora, que é nada mais, nada menos a invólucro da vinhaça.
Mais uma noite de Sábado no tasco do Sr. Machado



Ir a Braga e não colocar os pés no tasco do Sr. Machado é sacrilégio, pois na cidade dos arcebispos, a meu ver é o único meio para atingir o reino dos céus. O Samba substitui o sangue do Senhor para atingir a vida eterna, se bem que o Samba nos faz morrer mais depressa, para que um gajo possa ir ter com Ele, o meu fígado que o diga, nem substituindo a cola por água com gás, o bagaço fala mais forte, fica mais forte, embora com bolhas e uma palhinha… Nem uma gota derramada, como vem na sagrada escritura de um bom degustador de álcool em quantidades pouco modestas, nem que tenha de lamber a mesa.
Festa popular: Degredo na noite de Sexta



A Festa das Cruzes na freguesia de Serzedelo, festa que une a comunidade, que celebra a alegria contagiante em torno da Nossa Senhora, celebra a esperança num mundo melhor. Vestir roupa nova, participar nos bailaricos promovidos pela paróquia, fazer a festa…

Pois, só que nós aparecemos propositadamente no fim da festa, em busca de uma tasca aberta, e aí enfrascamos bom vinho e um pito assado enquanto a policia nos expulsava da barraca e um bêbado, com a sua viola tocava Zeca Afonso em sinal de protesto, face às exigências da autoridade, com a garganta bem regada e o estômago saciado pusemo-nos a andar dali, antes que a policia nos desse umas valentes vergastadas….

Esta festa não se acaba, esta festa não tem fim. A puta da festa não acaba. Se esta festa acabar, ai meu Deus, vamos ao vinho. O que será de mim, apareceu a moina. Vou é sair de fininho.

domingo, 6 de maio de 2007

Eu sou uma pantufa!



Inês, esta foto vem em jeito de resposta ao teu comentário! Eu sou uma pantufa!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

O mistério do fantasma do Norte, c'um carago!

Tudo começou com uma viagem atípica, o Sul visitava o Norte num claro clima de afronta e despeito para com as nossas gentes. Quatro seres, dois deles traidores da causa nortenha, os outros dois, mouros de gema.



De modo a preservar o ténue e quase inexistente fio de dignidade dos intervenientes, colocarei nomes fictícios. Assim sendo tínhamos, em representação do Norte, duas traidoras assumidas: a Sónia e a Eliana, plenamente conscientes do acto vil e escabroso em que tomavam parte.



Do lado da mouraria, os seres lendários pela sua ousadia em visitar o Norte. O impiedoso Nuno e a maléfica Inês, talvez inspirados pelo rei morto que haviam visitado durante a viagem, meteram-se no carro e inspiraram-se com o fantasma que os acompanhava, em descoberta de novos mundos.



E o fantasma não mais nos largou, dos Clérigos ao cais de Gaia, através de uma chuva irritante, da morrinha que nos fez acelerar o passo, deambulando numa noite de domingo, procurando abrigo seguro num qualquer bar.



Almas penadas, era o que parecíamos, vigiados de perto pelo fantasma, pela aura maligna que insistia em assombrar a Inês, era bastante óbvio que até os espíritos também, tal como eu, abominavam as suas pantufas. Pantufas feitas gatos. Gatos feitos persas, tal como se fossem espanadores, coitados dos bichanos. Nem sequer uma entidade do além permanece impávida face aos gatos. Gatos esses com nomes de cão!

E mais uma lenga lenga



Era uma vez
um caçador
furunfundor
triunfuntor
misericuntor

E foi à caça
furunfunfaça
triunfunfaça
misericuntaça

(esquece o cão de vez em qd aparece)

E caçou um coelho
furunfunfelho
triunfunfelho
misericuntelho

E levou uma velha
furunfuntelha
triunfunfelha
misericuntelha
Mafagafa, mais uma lenga lenga



Havia uma mafagafa
que tinha 7 mafagafinhos
a mafagafa morreu
ficaram os 7 mafagafinhos
a mafagafar sozinhos

Um ninho de mafagafos
com 5 mafagafinhos
morreram os mafagafos
ficaram os mafagafinhos

Era uma vez uma mafagafa
com 5 mafagafinhos
quando a mafagafa guinfa
os 5 mafagafinhos fazem
uma magafinhada