O melhor modo de relaxar. Nada como me acertar com uns bons sopapos nas ventas para fluir cá para fora o stress acumulado durante o dia. Dá-me com força!
quarta-feira, 30 de maio de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
Bebe - Siempre me Quedara
Uma voz única, doce e que escolhe bem as palavras é como descrevo esta cantora espanhola. Não me canso de ouvir o álbum Pafuera Telaraña, mais um nome a reter…
Cómo decir que me parte en mil
las esquinitas de mis huesos,
que han caído los esquemas de mi vida
ahora que todo era perfecto.
Y algo más que eso,
me sorbiste el seso y me decían del peso
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
Me cuesta abrir los ojos
y lo hago poco a poco,
no sea que aún te encuentre cerca.
Me guardo tu recuerdo
como el mejor secreto,
que dulce fue tenerte dentro.
Hay un trozo de luz
en esta oscuridad
para prestarme calma.
El tiempo todo calma,
la tempestad y la calma,
el tiempo todo calma,
la tempestad y la calma.
Siempre me quedará
la voz suave del mar,
volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.
En la voz suave del mar,
en volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.
Cómo decir que me parte en mil
las esquinitas de mis huesos,
que han caído los esquemas de mi vida
ahora que todo era perfecto.
Y algo más que eso,
me sorbiste el seso y me decían del peso
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
Siempre me quedará
la voz suave del mar,
volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.
En la voz suave del mar,
en volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.
Uma voz única, doce e que escolhe bem as palavras é como descrevo esta cantora espanhola. Não me canso de ouvir o álbum Pafuera Telaraña, mais um nome a reter…
Cómo decir que me parte en mil
las esquinitas de mis huesos,
que han caído los esquemas de mi vida
ahora que todo era perfecto.
Y algo más que eso,
me sorbiste el seso y me decían del peso
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
Me cuesta abrir los ojos
y lo hago poco a poco,
no sea que aún te encuentre cerca.
Me guardo tu recuerdo
como el mejor secreto,
que dulce fue tenerte dentro.
Hay un trozo de luz
en esta oscuridad
para prestarme calma.
El tiempo todo calma,
la tempestad y la calma,
el tiempo todo calma,
la tempestad y la calma.
Siempre me quedará
la voz suave del mar,
volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.
En la voz suave del mar,
en volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.
Cómo decir que me parte en mil
las esquinitas de mis huesos,
que han caído los esquemas de mi vida
ahora que todo era perfecto.
Y algo más que eso,
me sorbiste el seso y me decían del peso
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
Siempre me quedará
la voz suave del mar,
volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.
En la voz suave del mar,
en volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Mais um cão, mais uma tormenta
Não. Não se trata do lutador, cuja grandiosidade vai bem além dos ringues, não se trata do famoso personagem de Stalone. Este Rocky não luta, exceptuando os momentos em que tenta desalojar o Yuri da sua casota, tal como se de um combate se tratasse.


E não é que os dois cães, o Yuri e o Rocky Balboa se uniram à pessoa pequena que deambula pela minha casa, agora sim, a somatória dos seus actos a multiplicar por três lançará o caos, arruinando o meu sonho, que jamais se concretizará, agora que os dois cães mais o ser de reduzidas dimensões conjugaram forças…
Não. Não se trata do lutador, cuja grandiosidade vai bem além dos ringues, não se trata do famoso personagem de Stalone. Este Rocky não luta, exceptuando os momentos em que tenta desalojar o Yuri da sua casota, tal como se de um combate se tratasse.


E não é que os dois cães, o Yuri e o Rocky Balboa se uniram à pessoa pequena que deambula pela minha casa, agora sim, a somatória dos seus actos a multiplicar por três lançará o caos, arruinando o meu sonho, que jamais se concretizará, agora que os dois cães mais o ser de reduzidas dimensões conjugaram forças…
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Saltitando de penedo em penedo na porra da natureza

A comunhão com a natureza faz-nos atingir um estado de espírito em nada comparado com o de ficar com o dedo preso numa porta, ou partir uma perna. Deixa-nos extasiados, admirados e com a alma preenchida. O Gerês com as suas cascatas, com o seu verde, com a sua paz leva-nos a imaginar, sonhar, a respirar o amor, eleva a nossa existência. Mas tudo isto se torna numa grande treta passados uns dez minutos, os insectos que se colam no nosso suor, as teias de aranha que se prendem nos dentes, as cobras que se fazem aparecer no meio do caminho olhando-nos com um tom pouco convidativo e a fazerem tsss tsss com a língua. As caminhadas intermináveis, os sapos que deambulam pela vegetação, o telemóvel sem rede que mais tarde não hesita em se atirar na água fria e corrente. O cansaço nas pernas… Adoro a natureza, mas na televisão, recostado no sofá a ver a saga das caçadas dos tigres, o cio das girafas, isso sim é muito giro, agora no que respeita a descer escarpas para depois as voltar a subir… Ui ui, está quieto.
Para mais com a ideia do Jorge de lá voltar e pernoitar, levando connosco a Arca da Aliança também conhecida por Caixa de Pandora, que é nada mais, nada menos a invólucro da vinhaça.

A comunhão com a natureza faz-nos atingir um estado de espírito em nada comparado com o de ficar com o dedo preso numa porta, ou partir uma perna. Deixa-nos extasiados, admirados e com a alma preenchida. O Gerês com as suas cascatas, com o seu verde, com a sua paz leva-nos a imaginar, sonhar, a respirar o amor, eleva a nossa existência. Mas tudo isto se torna numa grande treta passados uns dez minutos, os insectos que se colam no nosso suor, as teias de aranha que se prendem nos dentes, as cobras que se fazem aparecer no meio do caminho olhando-nos com um tom pouco convidativo e a fazerem tsss tsss com a língua. As caminhadas intermináveis, os sapos que deambulam pela vegetação, o telemóvel sem rede que mais tarde não hesita em se atirar na água fria e corrente. O cansaço nas pernas… Adoro a natureza, mas na televisão, recostado no sofá a ver a saga das caçadas dos tigres, o cio das girafas, isso sim é muito giro, agora no que respeita a descer escarpas para depois as voltar a subir… Ui ui, está quieto.
Para mais com a ideia do Jorge de lá voltar e pernoitar, levando connosco a Arca da Aliança também conhecida por Caixa de Pandora, que é nada mais, nada menos a invólucro da vinhaça.
Mais uma noite de Sábado no tasco do Sr. Machado

Ir a Braga e não colocar os pés no tasco do Sr. Machado é sacrilégio, pois na cidade dos arcebispos, a meu ver é o único meio para atingir o reino dos céus. O Samba substitui o sangue do Senhor para atingir a vida eterna, se bem que o Samba nos faz morrer mais depressa, para que um gajo possa ir ter com Ele, o meu fígado que o diga, nem substituindo a cola por água com gás, o bagaço fala mais forte, fica mais forte, embora com bolhas e uma palhinha… Nem uma gota derramada, como vem na sagrada escritura de um bom degustador de álcool em quantidades pouco modestas, nem que tenha de lamber a mesa.

Ir a Braga e não colocar os pés no tasco do Sr. Machado é sacrilégio, pois na cidade dos arcebispos, a meu ver é o único meio para atingir o reino dos céus. O Samba substitui o sangue do Senhor para atingir a vida eterna, se bem que o Samba nos faz morrer mais depressa, para que um gajo possa ir ter com Ele, o meu fígado que o diga, nem substituindo a cola por água com gás, o bagaço fala mais forte, fica mais forte, embora com bolhas e uma palhinha… Nem uma gota derramada, como vem na sagrada escritura de um bom degustador de álcool em quantidades pouco modestas, nem que tenha de lamber a mesa.
Festa popular: Degredo na noite de Sexta

A Festa das Cruzes na freguesia de Serzedelo, festa que une a comunidade, que celebra a alegria contagiante em torno da Nossa Senhora, celebra a esperança num mundo melhor. Vestir roupa nova, participar nos bailaricos promovidos pela paróquia, fazer a festa…
Pois, só que nós aparecemos propositadamente no fim da festa, em busca de uma tasca aberta, e aí enfrascamos bom vinho e um pito assado enquanto a policia nos expulsava da barraca e um bêbado, com a sua viola tocava Zeca Afonso em sinal de protesto, face às exigências da autoridade, com a garganta bem regada e o estômago saciado pusemo-nos a andar dali, antes que a policia nos desse umas valentes vergastadas….
Esta festa não se acaba, esta festa não tem fim. A puta da festa não acaba. Se esta festa acabar, ai meu Deus, vamos ao vinho. O que será de mim, apareceu a moina. Vou é sair de fininho.

A Festa das Cruzes na freguesia de Serzedelo, festa que une a comunidade, que celebra a alegria contagiante em torno da Nossa Senhora, celebra a esperança num mundo melhor. Vestir roupa nova, participar nos bailaricos promovidos pela paróquia, fazer a festa…
Pois, só que nós aparecemos propositadamente no fim da festa, em busca de uma tasca aberta, e aí enfrascamos bom vinho e um pito assado enquanto a policia nos expulsava da barraca e um bêbado, com a sua viola tocava Zeca Afonso em sinal de protesto, face às exigências da autoridade, com a garganta bem regada e o estômago saciado pusemo-nos a andar dali, antes que a policia nos desse umas valentes vergastadas….
Esta festa não se acaba, esta festa não tem fim. A puta da festa não acaba. Se esta festa acabar, ai meu Deus, vamos ao vinho. O que será de mim, apareceu a moina. Vou é sair de fininho.
quinta-feira, 3 de maio de 2007
O mistério do fantasma do Norte, c'um carago!
Tudo começou com uma viagem atípica, o Sul visitava o Norte num claro clima de afronta e despeito para com as nossas gentes. Quatro seres, dois deles traidores da causa nortenha, os outros dois, mouros de gema.

De modo a preservar o ténue e quase inexistente fio de dignidade dos intervenientes, colocarei nomes fictícios. Assim sendo tínhamos, em representação do Norte, duas traidoras assumidas: a Sónia e a Eliana, plenamente conscientes do acto vil e escabroso em que tomavam parte.

Do lado da mouraria, os seres lendários pela sua ousadia em visitar o Norte. O impiedoso Nuno e a maléfica Inês, talvez inspirados pelo rei morto que haviam visitado durante a viagem, meteram-se no carro e inspiraram-se com o fantasma que os acompanhava, em descoberta de novos mundos.

E o fantasma não mais nos largou, dos Clérigos ao cais de Gaia, através de uma chuva irritante, da morrinha que nos fez acelerar o passo, deambulando numa noite de domingo, procurando abrigo seguro num qualquer bar.

Almas penadas, era o que parecíamos, vigiados de perto pelo fantasma, pela aura maligna que insistia em assombrar a Inês, era bastante óbvio que até os espíritos também, tal como eu, abominavam as suas pantufas. Pantufas feitas gatos. Gatos feitos persas, tal como se fossem espanadores, coitados dos bichanos. Nem sequer uma entidade do além permanece impávida face aos gatos. Gatos esses com nomes de cão!
Tudo começou com uma viagem atípica, o Sul visitava o Norte num claro clima de afronta e despeito para com as nossas gentes. Quatro seres, dois deles traidores da causa nortenha, os outros dois, mouros de gema.

De modo a preservar o ténue e quase inexistente fio de dignidade dos intervenientes, colocarei nomes fictícios. Assim sendo tínhamos, em representação do Norte, duas traidoras assumidas: a Sónia e a Eliana, plenamente conscientes do acto vil e escabroso em que tomavam parte.

Do lado da mouraria, os seres lendários pela sua ousadia em visitar o Norte. O impiedoso Nuno e a maléfica Inês, talvez inspirados pelo rei morto que haviam visitado durante a viagem, meteram-se no carro e inspiraram-se com o fantasma que os acompanhava, em descoberta de novos mundos.

E o fantasma não mais nos largou, dos Clérigos ao cais de Gaia, através de uma chuva irritante, da morrinha que nos fez acelerar o passo, deambulando numa noite de domingo, procurando abrigo seguro num qualquer bar.

Almas penadas, era o que parecíamos, vigiados de perto pelo fantasma, pela aura maligna que insistia em assombrar a Inês, era bastante óbvio que até os espíritos também, tal como eu, abominavam as suas pantufas. Pantufas feitas gatos. Gatos feitos persas, tal como se fossem espanadores, coitados dos bichanos. Nem sequer uma entidade do além permanece impávida face aos gatos. Gatos esses com nomes de cão!
Mafagafa, mais uma lenga lenga

Havia uma mafagafa
que tinha 7 mafagafinhos
a mafagafa morreu
ficaram os 7 mafagafinhos
a mafagafar sozinhos
Um ninho de mafagafos
com 5 mafagafinhos
morreram os mafagafos
ficaram os mafagafinhos
Era uma vez uma mafagafa
com 5 mafagafinhos
quando a mafagafa guinfa
os 5 mafagafinhos fazem
uma magafinhada

Havia uma mafagafa
que tinha 7 mafagafinhos
a mafagafa morreu
ficaram os 7 mafagafinhos
a mafagafar sozinhos
Um ninho de mafagafos
com 5 mafagafinhos
morreram os mafagafos
ficaram os mafagafinhos
Era uma vez uma mafagafa
com 5 mafagafinhos
quando a mafagafa guinfa
os 5 mafagafinhos fazem
uma magafinhada
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Livro de cabeceita: O Bebedor de Vinho de Palma de Amos Tutuola

Mais uma obra da colecção Vozes da África, que narra a saga de um bebedor de vinho de palmeira e seu vinhateiro, morto na cidade dos mortos, estou a adorar este romance, mais belo exemplar da literatura africana, que consegue ser exótica e acutilante.

Mais uma obra da colecção Vozes da África, que narra a saga de um bebedor de vinho de palmeira e seu vinhateiro, morto na cidade dos mortos, estou a adorar este romance, mais belo exemplar da literatura africana, que consegue ser exótica e acutilante.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Livro de cabeceira: O Paraíso do Esquecimento de Urs Widmer

Não há nada como aproveitar um fim de semana para colocar a leitura em dia, não resisti em colocar de lado a obra que me encontrava a ler, para dar inicio a outra. Desta feita peguei no livro O Paraíso do Esquecimento do autor alemão Urs Widmer, a conselho da Mogambília.

Não há nada como aproveitar um fim de semana para colocar a leitura em dia, não resisti em colocar de lado a obra que me encontrava a ler, para dar inicio a outra. Desta feita peguei no livro O Paraíso do Esquecimento do autor alemão Urs Widmer, a conselho da Mogambília.
Livro de cabeceira: A Ordem Negra de James Rollins

Estou a terminar a leitura desta obra carregada de intriga e mistério. Conspirações atrás de conspirações em que o objecto procurado por todos é uma Bíblia que pertenceu a Darwin. Gray Pierce, agente da Sigma, já meu conhecido de obras anteriores persegue o mistério. A intriga já vem dos tempos da Alemanha Nazi, onde o tenebroso Himmler, o líder das SS (Ordem Negra) procedeu a experiências sombrias e com o seu quê de horrendo. A partir daí a acção desenrola-se nos Himalais, na África do Sul, na Alemanha, na Dinamarca e vai-se desenrolando num suspense continuo. Resta desmascarar a tramóia que há um século procura destruir a ordem mundial actual... e alterar o destino da humanidade para sempre. Conseguirá Gray salvar o mundo, mais uma vez?

Estou a terminar a leitura desta obra carregada de intriga e mistério. Conspirações atrás de conspirações em que o objecto procurado por todos é uma Bíblia que pertenceu a Darwin. Gray Pierce, agente da Sigma, já meu conhecido de obras anteriores persegue o mistério. A intriga já vem dos tempos da Alemanha Nazi, onde o tenebroso Himmler, o líder das SS (Ordem Negra) procedeu a experiências sombrias e com o seu quê de horrendo. A partir daí a acção desenrola-se nos Himalais, na África do Sul, na Alemanha, na Dinamarca e vai-se desenrolando num suspense continuo. Resta desmascarar a tramóia que há um século procura destruir a ordem mundial actual... e alterar o destino da humanidade para sempre. Conseguirá Gray salvar o mundo, mais uma vez?
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Páscoa na Mouraria
Este imbróglio teve origem no reino famalicense, um bastião nortenho, ainda me mantinha acordado, apesar do medo que me fazia encerrar os olhos entre os sussurros incessantes, uns suspiros horrendos vindos de locais cuja explicação não encontra a razão. O gemido continuava, e eu gritava, pois ao longe vislumbrava um exército de coelhos, um sem número de indivíduos roedores. Então acordei! Meus amigos, foi com este parvo sonho que segui para a capital do degredo, Lisboa.

Na agitação mourisca, a Mogambília estava apreensiva, o seu lábio inferior tremia pela primeira vez naquele dia, o medo do frente a frente comigo denunciou o nervoso miudinho. Lisboa é o caos, outra coisa não seria de se esperar senão medo, pois caos é o meu nome do meio, eu e Lisboa, degredo no seu expoente máximo, Lisboa em altura, eu em largura. Para que entendam melhor o medo da Mogambília, imaginem a besta (eu) perdido naquela cidade, um pequeno erro meu poderia deitar tudo a perder, e quando digo tudo, quero mesmo dizer: tudo!

Vigia constante, pois os inimigos eram muitos e variados, uma cidade grande exige muita atenção. As pombas pairavam no ar, um deslize meu e seria a morte do artista. Como o local era constituído por muita agitação, a Mogambília ficou de vigia, na principal porta de uma qualquer loja do chinês... e eu em busca de compreender aquela gente, ganhando prática assistindo e a assistir mais uma vez e a vigiar, num olhar atento e desesperado.

Pois foi, lembro-me muito bem que os sintomas que ela apresentava indicavam a morte por asfixia com uma azeitona. Dizia eu que seria a melhor técnica. Vá-se lá entender. Um segundo olhar deu-me a entender que a sua morte talvez se devesse a um ataque de caspa, ou até mesmo a uma longa exposição a raios solares.
Mas não, ela nem sequer estava morta, mas por certo que estava em agonia, que o diga quem me atura, e ela, não é excepção. O seu sistema nervoso entrou em colapso...

Apenas mais um dia, como outro qualquer, apenas mais um na cidade grande. O dia encontra o seu fim, a escuridão aparece vinda do nada. A única diferença é que neste dia estava feliz, e o dia seguinte estava lá, esquecido, deitado no chão. O dia seguinte não me trazia-me novidades, nem de longe, nem de perto, nem muito, nem pouco, nem nada, nem gerne, um sem número de respostas sem resposta, pois o dia seguinte ainda não tinha vindo.
Este imbróglio teve origem no reino famalicense, um bastião nortenho, ainda me mantinha acordado, apesar do medo que me fazia encerrar os olhos entre os sussurros incessantes, uns suspiros horrendos vindos de locais cuja explicação não encontra a razão. O gemido continuava, e eu gritava, pois ao longe vislumbrava um exército de coelhos, um sem número de indivíduos roedores. Então acordei! Meus amigos, foi com este parvo sonho que segui para a capital do degredo, Lisboa.

Na agitação mourisca, a Mogambília estava apreensiva, o seu lábio inferior tremia pela primeira vez naquele dia, o medo do frente a frente comigo denunciou o nervoso miudinho. Lisboa é o caos, outra coisa não seria de se esperar senão medo, pois caos é o meu nome do meio, eu e Lisboa, degredo no seu expoente máximo, Lisboa em altura, eu em largura. Para que entendam melhor o medo da Mogambília, imaginem a besta (eu) perdido naquela cidade, um pequeno erro meu poderia deitar tudo a perder, e quando digo tudo, quero mesmo dizer: tudo!

Vigia constante, pois os inimigos eram muitos e variados, uma cidade grande exige muita atenção. As pombas pairavam no ar, um deslize meu e seria a morte do artista. Como o local era constituído por muita agitação, a Mogambília ficou de vigia, na principal porta de uma qualquer loja do chinês... e eu em busca de compreender aquela gente, ganhando prática assistindo e a assistir mais uma vez e a vigiar, num olhar atento e desesperado.

Pois foi, lembro-me muito bem que os sintomas que ela apresentava indicavam a morte por asfixia com uma azeitona. Dizia eu que seria a melhor técnica. Vá-se lá entender. Um segundo olhar deu-me a entender que a sua morte talvez se devesse a um ataque de caspa, ou até mesmo a uma longa exposição a raios solares.
Mas não, ela nem sequer estava morta, mas por certo que estava em agonia, que o diga quem me atura, e ela, não é excepção. O seu sistema nervoso entrou em colapso...

Apenas mais um dia, como outro qualquer, apenas mais um na cidade grande. O dia encontra o seu fim, a escuridão aparece vinda do nada. A única diferença é que neste dia estava feliz, e o dia seguinte estava lá, esquecido, deitado no chão. O dia seguinte não me trazia-me novidades, nem de longe, nem de perto, nem muito, nem pouco, nem nada, nem gerne, um sem número de respostas sem resposta, pois o dia seguinte ainda não tinha vindo.
É hoje, os Katatonia... no Porto

E como não vou lá estar apenas me resta enfiar o seu último álbum no iPodes ouvir, mas não podes ver, para minha desgraça, esperando que um mp3 substitua uma prestação ao vivo e a cores.
O álbum The Great Cold Distance já rola no pequeno leitor, onde esta música tem vindo a ser a eleita:
Katatonia - My Twin
Uma música dedicada ao amor, um hino onde a dor de cotovelo é acompanhada de ódio e raiva, para chegar a tal conclusão bastará apenas sentir a força das guitarras... Este belo exemplo de canção de amor começa com algo deste género: O pescoço, então a vergonha, a cabeça é pendurada na vergonha resultando num desabafo, forçando um choro e rangendo os dentes num rancor ingénuo e idealista.
Para além destes e dos Opeth não conheço muitas mais bandas capazes de transformar um tema destes em algo de qualidade; esta é aquela que mais me cativou no disco, mas aconselho a que ouçam o resto...

E como não vou lá estar apenas me resta enfiar o seu último álbum no iPodes ouvir, mas não podes ver, para minha desgraça, esperando que um mp3 substitua uma prestação ao vivo e a cores.
O álbum The Great Cold Distance já rola no pequeno leitor, onde esta música tem vindo a ser a eleita:
Katatonia - My Twin
Uma música dedicada ao amor, um hino onde a dor de cotovelo é acompanhada de ódio e raiva, para chegar a tal conclusão bastará apenas sentir a força das guitarras... Este belo exemplo de canção de amor começa com algo deste género: O pescoço, então a vergonha, a cabeça é pendurada na vergonha resultando num desabafo, forçando um choro e rangendo os dentes num rancor ingénuo e idealista.
Para além destes e dos Opeth não conheço muitas mais bandas capazes de transformar um tema destes em algo de qualidade; esta é aquela que mais me cativou no disco, mas aconselho a que ouçam o resto...
terça-feira, 3 de abril de 2007
Livro de cabeceira: Marley & Eu

A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo é o que vem escrito na capa, razão pela qual me identifico com o autor, o meu cão também tem dessas coisas, do bom ao pior, passando pela sua maior característica: uma desmedida estupidez. Sendo ele, provavelmente o cão mais estúpido do mundo! Particularidade que certamente herdou de mim, coisa que me fascina!

A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo é o que vem escrito na capa, razão pela qual me identifico com o autor, o meu cão também tem dessas coisas, do bom ao pior, passando pela sua maior característica: uma desmedida estupidez. Sendo ele, provavelmente o cão mais estúpido do mundo! Particularidade que certamente herdou de mim, coisa que me fascina!
terça-feira, 27 de março de 2007
Livro de cabeceira: O Mistério da Estrada de Sintra

Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, dois malandros, decidiram então um belo dia assustar Lisboa, com a história recambulesca de um assassinato ocorrido na estrada de Sintra. Tinham como única inspiração a força da imaginação, começaram a escrever. Combinavam, vagamente, na véspera o desenrolar da história e enviavam o original, em forma de carta anónima, para o director do "Diário de Notícias", que a publicava diariamente.
Este romance/policial foi publicado, sobre a forma de cartas anónimas, no Diário de Notícias, entre 24 de Julho e 27 de Setembro de 1870.

Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, dois malandros, decidiram então um belo dia assustar Lisboa, com a história recambulesca de um assassinato ocorrido na estrada de Sintra. Tinham como única inspiração a força da imaginação, começaram a escrever. Combinavam, vagamente, na véspera o desenrolar da história e enviavam o original, em forma de carta anónima, para o director do "Diário de Notícias", que a publicava diariamente.
Este romance/policial foi publicado, sobre a forma de cartas anónimas, no Diário de Notícias, entre 24 de Julho e 27 de Setembro de 1870.
segunda-feira, 26 de março de 2007
Finalmente, as fotos do Carnaval

Wednesday, a miuda sádica e um tanto quanto soturna, ela (Eliana) adora brincar com seu desmiolado irmão Pugsley, como não havia nenhum Pugsley na festa, fui eu a infeliz vitima, submetendo-me a vários tipos de tortura... e até gostei!

Ser ornamentado por um belo bigode, delicadamente cortado com uma lâmina prateada, aparado com uma pinça de ouro e por fim, elegantemente penteado com um belo pente de marfim. Esta versão é muito mais romântica que a original, que apenas envolveu um pouco de sabão e uma lâmina de barbear da Bic, descartável, que provoca profundos cortes na região do queixo, que me obrigou a colar pequenos pedaços de papel higénico nas feridas, que saram logo que se coloca um after shave barato, banhado em álcool, que me fez soltar gritos de dor.
Empresário da noite, negociante de carnes, chulo... é assim que popularmente sou é tratado. Sendo eu este espécime raro da raça cigana que gere, a partir da sua barraca um vasto negócio de tráfico de mulheres, prostituição e proxenetismo. É dotado de uma personalidade obscena, agressiva, rude e imoral, caracteristicas essas que o dotam de um charme irresistível.

O Mago transformador de palavras em trovas do vento frio que passava, vindo das margens do rio Douro. O Mago Trovador lançando feitiços ás meninas incautas. O feitiço durou até o início da fase seguinte: o raiar do dia, o findar da magia do Mago Trovador, que impávidamente observava a Árvore de Natal a ser abarcada pelo bafo quente do Vampiro Social. Esta Árvore de Natal, de origem pagã foi indissociável da festa de Carnaval. Distribuindo presentes á medida que dançava, naquela orgia de maus hábitos, que era o Maus Hábitos. Prendas e prendas, árvores e árvores iluminando a noite, sorriso nos lábios, copo na mão, lábios no copo e mãos na cabeça e sorrisos na árvore. Ela bem podia ser de todas as cores, tamanhos e feitios, mas não, ela apresentava-se de branco, como se estivesse banhada pela neve numa manhã de Inverno, fresca e fofa. Mas neve nem vê-la, apenas uma chuva tímida humedecia os corpos cansados.

A Menina do Mar alimentou o sonho de quem lá estava, no mundo imaginário, vivido na sala daquele edifício antigo, numa qualquer rua tripeira, recorrendo ao universo marinho, repleto de mitologia no cimo daquele enorme escadario sombrio. Pela janela o rio devolvia as luzes, da parte de dentro um Dominó conversava com um Chulo. Uma Árvore de Natal confraternizava com um Mago. Um ser verde falava com um Vampiro Social. A Menina do Mar era pintada por uma Wednesday mal disposta e carrancuda, aliás, como é seu apanágio. Um ser transformista, de feições grotescas, ornamentado por uma peruca negra assombrava o local.
Ali, a Menina do Mar não conseguia separar a mitologia da imaginação, a relação do homem com a natureza, e a relação dessa mesma natureza com o homem, que já se sua natureza habita a imaginação, pelo menos a minha.
Ela não estava ali para contar a história do rapaz que vive na casa da praia de areia branca e fina, que vem um dia a conhecer uma menina do tamanho da sua mão, com cabelo feito de algas, que vive nas profundezas do oceano na companhia de um polvo, um caranguejo e um singelo peixe. Não! Nada disso. Ela estava lá para o regabofe, para rasgar a noite, para se libertar. Que a Sophia de Mello Breyner Andresen me perdoe, prefiro a versão daquela noite de Carnaval, embora a sua tenha um final bem mais feliz do que a nossa.
A versão original termina deste modo:
«-Agora nunca mais no separamos – disse o rapaz.
-Agora vais ser forte como um polvo.
-Agora vais ser sábio como um caranguejo – disse o caranguejo.
-Agora vais ser feliz como um peixe – disse o peixe.
-Agora a tua terra é o mar – disse a Menina do Mar.
E foram os cinco através de florestas, areais e grutas.»
A nossa acabou assim:
«-Eliana, podes levar o carro? – disse o Mago.
- Não, levo eu que estou como o aço. – disse o Cigano.
- Eu posso levar, não me importo. – disse a Wednesday.
- Apetece-me uma sandes de atum. – disse o Cigano.
- Eu estou bem, rsss, rsss, ronk ronk. – disse o Mago.
E foram os quatro, três a roncar e um a conduzir, um Mago a ressonar, uma Árvore de Natal com os olhos entreabertos, um Cigano a fingir que estava acordado e uma Wednesday já vesga pelo pesar do sono a conduzir, num regresso a casa, secretamente desejado.»

O ser verde, uma Árvore? Uma rocha musguenta? Um arbusto? Um duende habitando na raiz de uma árvore? Sinceramente não sei bem dizer qual o disfarce deste ser hospitaleiro que nos recebeu em sua casa. Tudo o que sei é que era verde, verde e castanha como se fosse um ramo, um enxerto podado pelas mãos calejadas de um modesto lavrador. Talvez fosse uma árvore, cujos frutos, de variedade soberba, se tornavam desejados? Seria ela um fantasma? A maçã é também verde! Ou até mesmo o passarinho verde que nos encanta? Verde, como vinho que nos sobe á cabeça, uma mistura de aroma e leveza? Verde como o Cesário, autor de uma poesia de finos retoques, que retratou de tão bela forma a cidade e os campos? Campos verdes? Verde como o Cabo, ilha que nos revela o esplendor, a sua beleza e magia africana?
Alguém me poderá dizer de que raio foi ela disfarçada!

Wednesday, a miuda sádica e um tanto quanto soturna, ela (Eliana) adora brincar com seu desmiolado irmão Pugsley, como não havia nenhum Pugsley na festa, fui eu a infeliz vitima, submetendo-me a vários tipos de tortura... e até gostei!

Ser ornamentado por um belo bigode, delicadamente cortado com uma lâmina prateada, aparado com uma pinça de ouro e por fim, elegantemente penteado com um belo pente de marfim. Esta versão é muito mais romântica que a original, que apenas envolveu um pouco de sabão e uma lâmina de barbear da Bic, descartável, que provoca profundos cortes na região do queixo, que me obrigou a colar pequenos pedaços de papel higénico nas feridas, que saram logo que se coloca um after shave barato, banhado em álcool, que me fez soltar gritos de dor.
Empresário da noite, negociante de carnes, chulo... é assim que popularmente sou é tratado. Sendo eu este espécime raro da raça cigana que gere, a partir da sua barraca um vasto negócio de tráfico de mulheres, prostituição e proxenetismo. É dotado de uma personalidade obscena, agressiva, rude e imoral, caracteristicas essas que o dotam de um charme irresistível.

O Mago transformador de palavras em trovas do vento frio que passava, vindo das margens do rio Douro. O Mago Trovador lançando feitiços ás meninas incautas. O feitiço durou até o início da fase seguinte: o raiar do dia, o findar da magia do Mago Trovador, que impávidamente observava a Árvore de Natal a ser abarcada pelo bafo quente do Vampiro Social. Esta Árvore de Natal, de origem pagã foi indissociável da festa de Carnaval. Distribuindo presentes á medida que dançava, naquela orgia de maus hábitos, que era o Maus Hábitos. Prendas e prendas, árvores e árvores iluminando a noite, sorriso nos lábios, copo na mão, lábios no copo e mãos na cabeça e sorrisos na árvore. Ela bem podia ser de todas as cores, tamanhos e feitios, mas não, ela apresentava-se de branco, como se estivesse banhada pela neve numa manhã de Inverno, fresca e fofa. Mas neve nem vê-la, apenas uma chuva tímida humedecia os corpos cansados.

A Menina do Mar alimentou o sonho de quem lá estava, no mundo imaginário, vivido na sala daquele edifício antigo, numa qualquer rua tripeira, recorrendo ao universo marinho, repleto de mitologia no cimo daquele enorme escadario sombrio. Pela janela o rio devolvia as luzes, da parte de dentro um Dominó conversava com um Chulo. Uma Árvore de Natal confraternizava com um Mago. Um ser verde falava com um Vampiro Social. A Menina do Mar era pintada por uma Wednesday mal disposta e carrancuda, aliás, como é seu apanágio. Um ser transformista, de feições grotescas, ornamentado por uma peruca negra assombrava o local.
Ali, a Menina do Mar não conseguia separar a mitologia da imaginação, a relação do homem com a natureza, e a relação dessa mesma natureza com o homem, que já se sua natureza habita a imaginação, pelo menos a minha.
Ela não estava ali para contar a história do rapaz que vive na casa da praia de areia branca e fina, que vem um dia a conhecer uma menina do tamanho da sua mão, com cabelo feito de algas, que vive nas profundezas do oceano na companhia de um polvo, um caranguejo e um singelo peixe. Não! Nada disso. Ela estava lá para o regabofe, para rasgar a noite, para se libertar. Que a Sophia de Mello Breyner Andresen me perdoe, prefiro a versão daquela noite de Carnaval, embora a sua tenha um final bem mais feliz do que a nossa.
A versão original termina deste modo:
«-Agora nunca mais no separamos – disse o rapaz.
-Agora vais ser forte como um polvo.
-Agora vais ser sábio como um caranguejo – disse o caranguejo.
-Agora vais ser feliz como um peixe – disse o peixe.
-Agora a tua terra é o mar – disse a Menina do Mar.
E foram os cinco através de florestas, areais e grutas.»
A nossa acabou assim:
«-Eliana, podes levar o carro? – disse o Mago.
- Não, levo eu que estou como o aço. – disse o Cigano.
- Eu posso levar, não me importo. – disse a Wednesday.
- Apetece-me uma sandes de atum. – disse o Cigano.
- Eu estou bem, rsss, rsss, ronk ronk. – disse o Mago.
E foram os quatro, três a roncar e um a conduzir, um Mago a ressonar, uma Árvore de Natal com os olhos entreabertos, um Cigano a fingir que estava acordado e uma Wednesday já vesga pelo pesar do sono a conduzir, num regresso a casa, secretamente desejado.»

O ser verde, uma Árvore? Uma rocha musguenta? Um arbusto? Um duende habitando na raiz de uma árvore? Sinceramente não sei bem dizer qual o disfarce deste ser hospitaleiro que nos recebeu em sua casa. Tudo o que sei é que era verde, verde e castanha como se fosse um ramo, um enxerto podado pelas mãos calejadas de um modesto lavrador. Talvez fosse uma árvore, cujos frutos, de variedade soberba, se tornavam desejados? Seria ela um fantasma? A maçã é também verde! Ou até mesmo o passarinho verde que nos encanta? Verde, como vinho que nos sobe á cabeça, uma mistura de aroma e leveza? Verde como o Cesário, autor de uma poesia de finos retoques, que retratou de tão bela forma a cidade e os campos? Campos verdes? Verde como o Cabo, ilha que nos revela o esplendor, a sua beleza e magia africana?
Alguém me poderá dizer de que raio foi ela disfarçada!
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