sexta-feira, 29 de julho de 2005

As Baleias
by Roberto Carlos


(Eu sei que isto poderá soar muito mal,
e manchar ainda mais o meu nome, mas
adoro esta música
)

Não é possivel que voce suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor neste momento

Não é possivel que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que voce deixou manchadas

Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão

O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e a fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão

Como é possível que voce tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro

Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Damien Rice
Song: The Blower's Daughter Lyrics


Esta música faz parte da banda sonora
do filme Closer, onde entra a sempre
simpática Natalie Portman


And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new
Evil,
by Interpol



Rosemary, Heaven restores you in life
You're coming with me
Through the aging, the fearing, the strife

It's the smiling on the package
It's the faces in the sand
It's the thought that moves you upwards
Embracing me with two hands

Right will take you places
Yeah maybe to the beach
When your friends they do come crying
Tell them now your pleasure's set upon slow release

Hey wait
Great Smile
Sensitive to fate, not denial
But hey, who's on trial?

It took a life span with no cellmate
The long way back
Sandy, why can't we look the other way?

We speaks about travel
Yeah we think about the land
We smart like all peoples
Feeling real tan

I could take you places
Do you need a new man?
Wipe the pollen from the faces
Make revision to a dream while you wait in the van

Hey wait
Great Smile
Sensitive to fate, not denial
But hey, who's on trial?

It took a life span with no cellmate
To find the long way back
Sandy, why can't we look the other way?
You're weightless; you are exotic
You need something for which to care
Sandy, why can't we look the other way?

Leave some shards under the belly
Lay some grease inside my hand
It's a sentimental jury
And the makings of a good plan
You've come to love me lightly
Yeah you come to hold me tight
Is this motion ever lasting
Or do shudders pass in the night?

Rosemary, Heaven restores you in life

I spent a life span with no cellmate
The long way back
Sandy, why can't we look the other way?
You're weightless, semi-erotic
You need someone to take you there
Sandy, why can't we look the other way?
Why can't we just play the other game?
Why can't we just look the other way?
New Slang
by The Shins


Trata-se de mais uma grande música,
retirada de mais um brilhante filme,
o Garden State onde mais uma vez nos
aparece a sempre adorável Natalie Portman


Gold teeth and a curse for this town were all in my mouth.
Only, i don't know how they got out, dear.
Turn me back into the pet that i was when we met.
I was happier then with no mind-set.

And if you'd 'a took to me like
A gull takes to the wind.
Well, i'd 'a jumped from my tree
And i'd a danced like the king of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.

New slang when you notice the stripes, the dirt in your fries.
Hope it's right when you die, old and bony.
Dawn breaks like a bull through the hall,
Never should have called
But my head's to the wall and i'm lonely.

And if you'd 'a took to me like
A gull takes to the wind.
Well, i'd 'a jumped from my tree
And i'd a danced like the kind of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.

God speed all the bakers at dawn may they all cut their thumbs,
And bleed into their buns 'till they melt away.

I'm looking in on the good life i might be doomed never to find.
Without a trust or flaming fields am i too dumb to refine?
And if you'd 'a took to me like
Well i'd a danced like the queen of the eyesores
And the rest of our lives would 'a fared well.

segunda-feira, 25 de julho de 2005

Estou contente, o que é complicado numa segunda-feira. É que esta manhã, quando vinha para o trabalho parei numa pastelaria para tomar um cafézinho. Até aí tudo bem, acompanhei o café com um bolo de arroz.. Hmmm aquilo soube-me tão bem, ainda sinto o sabor na minha boca... Até que, no fim do café, teve inicio uma revolução intestinal, ficou tudo baralhado lá dentro, no meu estômago! Vi-me de repente a ser obrigado a uma retirada estratégica para a casa de banho... E aí é que está! Era um paraíso! Acendi um cigarrito e deixem as coisas andarem, sem qualquer tipo de pressão, saboreando o aroma a pão fresco e bolos acabadinhos de fazer! É claro, quando me apercebi das horas, dei um salto no vaso sanitário! Estava atrasado, atrasado mas com um sorriso enorme na cara!

Ahhhh esta segunda-feira de manhã ficará na memória durante muito tempo. Ahhh o cheirinho a bolas de berlim... ah... adoro bolas de berlim...
Acabaram as minhas férias! Sim, é verdade, acabaram e até que nem foram más de todo, foram assim assim, mais para mais!

Mas para já não quero falar sobre isso :-)
Meus caros! Não tentem misturar nhanha com iogurte, o resultado é nojento. Não que eu tenha levado a cabo essa experiência, nada disso, ouvi dizer! É nojento e sabe muito mal, não consigo tirar o sabor dessa porcaria! Ahhh
Porque não juntar dois iogurtes com nhanha? É o que vou fazer! Com sorte até publico o resultado. Estou entusiasmado. Mas afirmo que o meu interesse é apenas cientifico!

terça-feira, 19 de julho de 2005

Foda-se!

terça-feira, 28 de junho de 2005

.
Os teus lábios de
Linhas melodiosas
Esmagaria com prazer
Teu corpo belo
Faria estremecer
E nessa noite
De loucura e amargura
Nessa noite de paixão
Por ti faria tudo
Tudo pela nossa união.

Pobre de mim, como me torturo, da minha dor já sinto compaixão
Como é belo e triste sofrer de amor…

Ver-te ao pé de mim passar sentir desejos de te abraçar e não te falar
Como é triste sentir o corpo estremecer, beijar outras bocas…
E só a tua querer.

Tento o impossível
Para que outras
Me agradem
E quantas
Quantas são belas
No entanto
O teu olhar
O teu sorrir
Faz a minha ferida abrir
Faz o meu coração sangrar

Dos meus olhos
Caiem lágrimas
Lágrimas de desespero
Lágrimas que a custo
Tento sufocar
Todavia esta paixão
É difícil de sanar

A saudade volta
Novamente escrevo
Pergunto a mim mesmo
Porquê, porque escrevo

Nem já procuro
Rima para os meus versos
Somente anoto palavras
Que não consigo sufocar
Escrevo à toa, loucamente
Por demasiado amar

Vê esta loucura
Como é possível
Existir tanta ternura
Por um ser que mal me falou

Seu olhar me persegue
Seu corpo me tortura
Esquecer?
Quanto tenho tentado

Não sofro de complexos
E mulheres vão surgindo
No entanto só a ela
Consegui ainda amar
Várias me atraem é certo
Mas só o corpo me agrada
E… tem graça
Eu dela
Não conheço quase nada
Sim
É certo
O seu pensar não conheço
Pois que dela
Só o corpo tenho visto

Mas
Não é este que me atrai
Eu sei
Tenho a absoluta certeza
Pois deste amor
Conheço a natureza

Gosto da tristeza
Adoro em mim o sofrimento
Não porque queira ser mártir
Mas porque sofrendo por ela
Sofro pelos que adoram

Obrigado
Por uma vez em tua vida
Me teres oferecido
A carícia de um olhar
.
...existes no meu desalento
A tua boca o teu cabelo o teu jeito
Mentalmente já são meus
Tomei-os com minha pertença.

Desejo-te, faz muito tempo, meu amor
Desejo-te em segredo
Não imaginas, amor
Não imaginas o que sofri.
Esquecer-te, não posso
Neste calvário, tão distante
Triste, estou triste
No meu olhar longínquo
Cheio de perfeita saudade.

Não pode ser
O desejo não morrerá
A chama não se extinguirá
Mas eu,
Muito triste
Vou passar o meu tempo
A pensar em ti
Preso em ti… sem te tocar.

Se me desejasses
Isto por que passo
E que eventualmente virei a passar
No teu regaço deixaria
As lágrimas
Presas, faz muito tempo
Caíssem livremente
Em honra a este amor.

Ó criatura que guardo cá dentro
Na torre dos meus devaneios
Ó criatura entre tantas, a escolhida
Notas a minha cruz
Notas o meu ardor?

(hein... tou parvo...)

És tão ligeira calorosa e pura tão bonita, uma linda figura.

Como fui parvo
Eu que sempre a conheci
Só tarde reparei
Que sempre a adorei
Desde o primeiro dia
Em que a vi

Olhando para ela
Vendo a sua transformação
Logo me enamorei
E todo o meu ser vibrou
Cego de louca paixão
Se um dia quiseres crer
Em todo o amor
Que brota do meu ser
Que de mim te enamorasses…

Com o fogo da paixão
E esta louca ilusão
Jamais permitiria
Que nosso amor terminasse.
Pelo teu carinho e calor
Passo noites a vaguear
A meditar no teu amor.

Oh… que importa
Duvido?
Não!
Não sei de nada
De nada quero saber
Só sei que te adoro
E que tu,
Tu me fazes sofrer

Que é isto, que amargura é esta, que de mim se aproxima?

Escuridão profunda se apodera do meu coração, será a triste realidade, a cruel desilusão?

Não!
Não é verdade
Não!
Não pode ser
Mas, se acaso é verdade
Quero, prefiro morrer
Amo!
Quero
Peço
Imploro
… Mas se o faço…
Não sei.

Outro irá possuir
Os teus lábios formosos?
E eu,
De longe os teus passos seguirei
Pelos jardins
Vou deambulando…
Na utópica esperança que imaginei.

Adeus caminho feliz, que para ti sonhei, adeus maravilhoso caminho...

Cruel e amargo foi o destino que a vida me deu, entregou-me um coração
que é teu...

Os anos vão passar e tudo será esquecido, mas esta paixão, a minha paixão
Nunca findará.

A não ser, que eu
Tiver para sempre desaparecido.
.
Fecho os meus olhos...
Espero que acabem
por se abrir na presença,
desta linda figura, onde encontro,
a tão esperada companhia.
Tenho a sua imagem gravada,
nunca esquecerei os seus beijos,
ao que chamei amor,
e que sem ele não sou nada.

Foda-se que este saíu lamechas como o caraças!!!

Perco os meus sentidos
Ganho uma nova sensação.
Serão os seus lábios?
Tenho de ver...
Vou ali e já venho :-)

segunda-feira, 27 de junho de 2005

Sonhar? Será que sim?

Sinto o seu cheiro
os seus dedos nos meus
criando desejo em mim
és encanto para mim...
será o caminho que esbocei
será o que tanto almejei?
seguir os meus dias
junto de ti!
apenas com a sua presença...
é um sonho imaginado
na minha infindável mente
tudo se torna lindo...
fazes luz na minha existência
a mais doce da minha essência
o vento que me afaga
a chuva que me refresca
o sol que me aquece
o nevoeiro que me abraça
a luz que me guia...
Já se faz tarde, tenho de ir
lá fora já escurece, entardece
preciso do aperto dos teus braços...
No chão
Longe do meu olhar
Não me viu
Passei de soslaio
Não me mexi
Fiquei quieto...
Até que a vi de novo
Olhei em redor
Incluída nesse olhar
Apenas para ela me notar
Desta vez foi na rua
Pela segunda vez
Ai que calor e impaciência
Talvez a sorte
Ela olhou-me
Suores frios
Olhar inflamado
Ela olhou para mim!
A sua voz era doce
Como te chamas?
Respondi pausadamente
Mas acabou por ficar para outra vez

quarta-feira, 15 de junho de 2005

Vénus

Ai Vénus...
que com os teus ciclos
tornas a minha vida
num inferno vivo
Sete são os ciclos
que me tormentam.
Cada um com oito anos!
Ai, tanta fustração,
nunca um agoiro...
fora tão malfadado
choro por dentro...
falta-me o ardor
a vontade...
ai! a vontade!
Essa vontade fugaz
e contagiante...
Das mulheres,
nada quero...
não posso...
Não levanta!
Raios te fodam,
Agoirento de merda...
Ano e meio se passou...
e eu... nada...
frouxo como uma alface...
falta a energia
a virilidade.
Ai, a fustração sexual
a que me destinaram...
ai que destino... o meu
62 anos e meio me faltam
ai, que cruz terei eu de carregar...
vou-me matar... a mim mesmo
com as minhas próprias mãos,
é a solução
para esta minha fustração!
Ode gay dedicada ao Ruizinho



Ruizinho, meu amor
Eu sei que sou preto
e peludo
Mas ardo de desejo por ti
Fazes-me sentir
como um anjo!
A paixão é ardente...
Por ti, meu amor.
Sonho contigo à noite
Vejo-te de pijama de mulher
e de pantufas ridiculas
Ai, meu amor, como suspiro
Suores frios correm nas curvas
gordurosas das minhas beiças!
Um tique nervoso
faz com que o meu olho trema
sempre que te vê!
Ai, meu amor
meu fofinho
minha chama,
meu fósforo...
acendes em mim...
o desejo
de te amar!
Quero que morras!
Sim.
Que morras...
Mas não de uma morte qualquer!
Algo horrível...
Ai, meu amor...
Oxalá Vénus te enrabe
e que gostes...
Ai meu amor...
Tenho calores...
Ai, meu amor.
penso em ti,
sensível e com gosto,
presente e que ama.
um ser virginal e às vezes infantil,
que sabe rir e chorar
penso em ti,
uma pessoa que seja amiga
e que possa ser cúmplice.
a companhia para todo o sempre
e uma amante excepcional!
penso em ti,
ser romântico,
que passeia de mãos dadas.
que sabe apreciar a paixão
que gosta de sonhar nas noites de luar.
penso em ti,
ser sensível,
que gosta de ver filmes,
deitada no sofá
e que se emociona no fim.
penso em ti,
minha amante,
que gosta de namorar e adora beijar.
que vive todos os momentos
como que se fossem únicos
e que na cama faz...
como que na primeira vez.
penso em ti!
em algum lugar deves estar.
guardo o meu amor só para ti.
pronto para recomeçar.
e se esse dia chegar,
espero que com um olhar,
te possa dizer: Estava á tua espera,
preciso do teu amor!
o escuro

sem luz
assustado
cheio de dúvidas
se a mente não pára
no negro da noite
se a luz desaparece?
na escuridão da nossa existência!
da nossa condição
a luz não me afecta
o escuro sim, e muito
mas até gosto dele
mas nem sempre
mas assusto-me!
tenho receio
de quê? afinal?
não sei...
sem luz me vejo só
mas até gosto...
o amor

sem medo
a sonhar... longe
pleno de amor
se o sentimento vai e vem
não sei... imagino
penso nisso
deixo-me levar
vivo esse amor
a cerimónia da ilusão que em nós vive
lembro-me de coisas passadas
recordo todo o pormenor
guardo dentro de mim...
com medo do que há-de vir... ou não
não tenho razões para isso!
a vida sorri
e se o amor se apaga?
não acredito...
o amor?
Tenho medo...
o cão



sem fome
a roer um osso
cheio de carne
se o osso do cão se apaga
no mistério que o cão vive
se o cão fica sem o osso
na fome de cão do cão
da cor do osso que come
a carne que vive no osso
do focinho que come o cão
e o cio do outro cão
o cão a comer outro cão
com medo do cão que ladra
é o cão assustado com outro cão
se a fome acaba na boca,
e se no osso a fome se apaga,
sem osso me vejo um cão,
nem assim deixarei de ser um cão