segunda-feira, 19 de março de 2007

Noite de teatro no Famafest



Perdi a cerimónia de abertura do Famafest, mas cheguei mesmo a tempo de ver a Simone de Oliveira e o Vítor de Sousa a protagonizar a peça de teatro "Conversas de camarim".

Estes dois actores, acompanhados do pianista Nuno Feist , passaram em revista histórias de bastidores, situações cómicas e dramáticas, vidas atrás dos palcos. Essas histórias iam sendo ilustradas por poemas, ditos pelo Vitor de Sousa e cantados pela grande Simone de Oliveira.

Um bom espectáculo para uma grande noite, onde não faltou um dedo de conversa com o grandioso mestre do cinema português, Lauro António.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Famalicão



Neste fim de semana já sabem onde me encontrar! Onde estiver o Lauro António... serei a sua sombra.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Esta é a música que tem vindo a habitar a minha mente, importunando o meu estado de espirito, penetrando no último reduto do meu desassossego, aproveitando-se do meu estado de fraqueza...

Sia - Breathe Me



Help, I have done it again
I have been here many times before
Hurt myself again today
And, the worst part is there's no-one else to blame

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
and needy
Warm me up
And breathe me

Ouch I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere else to be found,
Yeah I think that I might break
Lost myself again and I feel unsafe

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
and needy
Warm me up
And breathe me

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
and needy
Warm me up
And breathe me
Livro de cabeceira



História de um idiota contada por ele mesmo ou: O Conteúdo da Felicidade, foi esta uma das prendas que me foram oferecidas pela Mogambilia por altura do meu aniversário, da autoria do espanhol Félix de Azúa.

Alguns historiadores qualificam o século XIX de século idiota. Isto é um erro. Século Estúpido, sem dúvida; século bobo, talvez. A categoria de deve, porém, reservar-se para o século XX. O protagonista desta novela é um idiota do século XX.

A idiotice como modo de atingir a felicidade, uma filosofia que tenho vindo a seguir, daí a minha satisfação em ler esta obra, com a qual me identifico, na qual me revejo um pouco.

Sim, sou idiota...

sexta-feira, 9 de março de 2007

Cinema fantástico em casa



Como não me foi possível ir ao Fantasporto, ele vem a mim, ficando eu limitado a um viciante ecrã repleto de filmes que estiveram a concurso.

O primeiro da lista foi o Silent Hill, um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos. Ver este filme revelou-se uma agradável surpresa, cativante e de importância de relevo, talvez por ter a Radha Mitchell, uma actriz que tenho vindo a seguir, talvez por ser uma lufada de ar fresco no género de filmes de terror. A história está envolta em mistério, e dado que se trata adaptação de um videojogo eleva a fasquia, superando mesmo o Resident Evil.

Uma surpresa agradável. Bastante interessante. Dos melhores deste ano na área do terror.



Escusado será dizer que tive de sacar o filme da net, pois a sua chegada a Portugal, como de costume, levou um ano. Depois queixam-se da pirataria, quando os piratas são eles próprios...

sexta-feira, 2 de março de 2007

Livro de cabeceira



Esta obra divide-se em oito contos, e ganhou o Grande Prémio Literário da África Negra em 1972. O autor, Henri Lopes, oriundo de Kinshasa no Zaire reflecte sobre África do período pós-colonial, denunciando e desfererindo ataques criticos aos governantes conhecidos pelo despotismo, pela corrupção e pela incapacidade inata de governar. Ainda só li quatro contos, mas foi o suficiente para me apaixonar por esta leitura.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Banda sonora para um dia cinzento, dia de aniversário

Imogen Heap - Hide and Seek



Para me ajudar a terminar este dia tingido em tons agrestes dedico esta música a mim próprio, acho que mereço uma coisa boa neste dia.

Enfim, é esta a música que me tem ajudado durante o dia de hoje.
Vida de cão, ora pois, a minha



A esta hora o meu outro canito, o Becas deve estar a gozar o sol por terras algarvias. E eu, feito cão. Um mudou de casa, arranjou um novo dono, um novo lar, o outro, está foragido algures em território russo, o ingrato!
As viagens do Yuri



O cão malvado, anteriormente conhecido como Penico continua a fazer das suas. Conforme noticiado no jornal Correio da Manhã, o pequeno cão (transfigurado em gordo e estúpido) foi visto em Esposende e em Santarém, surgindo suspeitas da sua estadia em Algés na companhia de duas prostitutas baratas. Tudo isto antes de embarcar clandestinamente numa pequena embarcação pesqueira, cheia de homens rudes que seguia em direcção ao Canadá. Já no Alasca, com o auxilio precioso de uma comunidade de esquimós deambulou até chegar a território russo. E é aqui que termina o seu rasto.

Agradeço a quem me fornecer informações sobre o seu paradeiro, de modo a que possa trocar com ele, de forma a que possa deixar de ser cão, voltando a ser o gordo estúpido a que já estão habituados.
A lengalenga do 1 de Março



Meu piolhinho, meu piolhaço, hoje é dia 1 de Março. Em Março, tanto durmo como faço

Historicamente, 1 de março era considerado o início do ano Romano; Os nomes latinos numéricos de alguns meses do ano reflectem isso. (setembro = sétimo, outubro = oitavo, novembro = nono, dezembro = décimo). (ver Ano-Novo).

Curiosidade: Se começares o ano em 1 de março, então cada data terá o mesmo número do dia nesse ano, não importa se é um ano bissexto ou não (por exemplo, 25 de Dezembro será sempre o dia 300). Além disso os meses seguem um ciclo regular de 153 dias, até o final de Fevereiro.

Raios partam os Romanos, sempre que o tema vem á baila levo na cabeça!

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Amanhã será apenas mais um dia



Conforme a contagem decresce para o meu aniversário, mais apático me sinto. No infinito, os meus dilemas fechados, encarcerados sem permissão, ausentes em lágrimas de incertezas distantes. Separadas de tudo o que aconteceu, o mundo desaba, mas tudo bem. Noites em branco, nada importa, mesmo quando me dizes o contrário. Para mim o tempo vai, mas lentamente, sem companhia, sem história, vazio. Procuro sem entender, encontro sem querer, em passos largos, tentando passar o tempo inválido, insuperável, amargurado. A esperança do futuro que já passou, que me deixou agarrado ao que quero fazer, e ao que não fiz, esperando dias melhores, dando passos errados nos dias em que me remeto ao silêncio. Não conto a ninguém, apenas aceno, a ver os seus olhos, sorrindo, esquecendo o tempo.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Lancelote, o Cavaleiro da Carroça



É este romance de Chretien de Troyes que me ajuda a passar estas noites de insónias. O Lancelote é um cavaleiro, de origem incerta que se faz transportar numa carroça, esse meio de transporte foi-lhe oferecido por um anão. Lancelote abate-se contra a corte do rei Artur de modo a salvar a rainha Guenievre, que havia sido raptada por um príncipe malvado. Ao falhar esse objectivo fica cativo numa torre, de onde é resgatado por uma fada...

Mestre dos mais célebres romances arturianos, Chretien de Troyes escreveu esta obra em 1165.
Estou tramado, volta ó cão, quero trocar



Eis que recebo um postal canino, enviado do Alasca. Já suspeitava, do Alasca irá até á Rússia, onde certamente se alistará no Partido Comunista, conforme ele havia profetizado. Sinto que o perdi, e que além disso, ficarei para sempre cão, e ele, como gordo estúpido.

E por falar em estupidez minha (deste caso, dele) seguiu viagem pelo caminho mais longo.

Yuri, volta para casa!
Eu, feito cão, mas sem patas



Este é o primeiro post que publico enquanto cão. Desde já afirmo que não é assim tão mau. A casota é um bocado escura e sinistra, na qual perco totalmente a privacidade, mas comida vem sempre a horas, o que compensa. Além do mais deixaram-me levar o portátil para a casota, posso assim farejar a net, e procurar coisas de cão, largando pêlo on-line. Aguardem notícias caninas. Se entretanto encontrarem o Yuri, peçam-lhe para voltar para casa!
Troca, mão por pata



Uma longa conversa, entre mim e o meu cão. Ele pediu para trocar de lugar comigo. Assim sendo, eu me tornaria em cão, e ele num gordo estúpido. Disse ele, abanando o rabo – não me importo, estúpido já eu sou, e gordo, para lá caminho. Selamos então um pacto homem cão, mão na pata, pata na mão. O seu comportamento sempre foi antagónico ao dos seus semelhantes caninos, desde cedo desenvolveu um desejo, curiosamente idêntico ao meu, que é o de conquistar o mundo. E é aqui que o aluno cão supera o mestre humano, o que eu não consegui durante toda a minha vida, ele elaborou em poucos meses; um plano megalómano, infalível e inviolável para nos governar a todos. Além de ter alterado o seu nome, de Penico, para Yuri Nicovsky.

Então, hoje sou cão, e ele, um gordo estúpido, veremos então quem levará a melhor.
Sinto-me a estrebuchar



Passo rápido, viajo
Vejo-os, eles tocam-se
no fim de tudo
no cinzento das asas sombrias
e ele voa, suave
danço ao som desta música
sentindo um arrepio
sempre que a ouço
sinto um arrepio
estranhamente sou arrebatado
no silêncio que se impõe
mirando-os, ao longe
abraçados
a ouvir esta mesma música
vejo-os, revejo-me
hoje é um bom dia para terminar tudo
a dor caminha comigo
lado a lado
e no entanto, chove lá fora
Só para relembrar...



Este idiota é uma besta, um palhaço e provoca-me náuseas. Bem sei que ao insultar este nojento que não tornarei este mundo melhor, mas este gesto faz-me sentir bem comigo próprio, o que acaba por influenciar o que me rodeia, o meu mundo, e isso, meus caros, é o bastante.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Eis-me de novo desaparecido...



Fui raptado e mantido em cativeiro ás ordens do meu cão, recém militante comunista, tendo alterado o seu nome para Yuri Nicolovsky. Deixo-vos então com os surpreendentes Hurra Torpedo, numa arrepiante versão da já de si arrepiante A Total Eclipse of the Heart, da só por si arrepiante Bonnie Tyler.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

O meu aborto e eu



Que bom, agora que o referendo ditou o Sim, não mais terei vergonha em exibir o meu aborto! Ironicamente foi um movimento pelo Não que mo ofereceu, coisa que em nada me afectou. É ver-nos juntos a espiar o blog do Pacheco Pereira, espreitando a Sic Notícias e a 2: que exibe um documentário dedicado ao atum, bem mais importante do que qualquer debate sobre a vida humana...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Que bom, tenho um aborto de estimação!



Não me quero envolver na batalha sangrenta entre o Sim e o Não, só que o Sim e o Não estão sempre no meu caminho. Na televisão vejo senhores de bigode a entoar cantigas a favor e contra, coisa que me agrada. Fascina-me também ver partidos políticos envolvidos nestas coisas. Homens contra pessoas, crianças exibindo faixas coloridas ladeadas por padres e mulheres que já abortaram. Médicos e juízes, trolhas e advogados...

E não é que me ofereceram um aborto! Que giro que ele é! Traz um DVD e um manual de instruções. Tirei uma foto e tudo, só me falta atribuir um nome ao petiz...

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

O regresso, para outro dia partir...



O que digo quando ando em círculos
de olhos vendados
quando imagino coisas
em pensamentos colados
será que é desta?
sei que um dia lá chegarei
no meio da minha estupidez
pelo menos é esse o meu desejo
andar de cócoras
seguir o teu rasto
encontrar uma pista
que me faça pensar
imaginar
viajar
voar para lá
e de lá para cá
em círculos
até cair no chão
em vez de olhar
o que já lá vai
longe, de novo
até ao fim da linha e voltar
não está certo
ok, como queiras
será como da última vez?
está bem, eu calo-me…
abraça-me senão cuspo-te…
Tarde de sabado



Nada como aquecer alma com uns bons copos de vinho, numa tarde gelada de inverno. Foi o que fiz, perder a cabeça e visitar a tasca do Soares. Bons petiscos aqueles, bom vinho e bom ambiente, senhores a jogar ás cartas, a petiscar umas punhetas de bacalhau, um franguinho assado, queijinho com marmelada...

A alma quentinha, o corpo trôpego num arrasto lento e demorado. Uns olhos bem abertos, garganta bem regada, espírito renovado... e sair de lá consciente de que um dia lá voltarei, esperando que seja em breve, ou não...

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Um café para ir de fim de semana



- Sempre que penso em ti, sinto que descobri a perfeição á face da terra. Bem que se pode pensar que a perfeição não existe, ou nós tornamo-nos pessoas menos exigentes. Mas… não! Já vi muitas maravilhas nesta vida, muitas delas quase perfeitas. Mas existe sempre aquela palavra mágica e perturbadora: QUASE!

QUASE perfeito, QUASE belo, QUASE pronto, QUASE cai, QUASE morri, QUASE que consegui…
Uma vida preenchida de QUASES! Mas TU NÃO! TU és PERFEITA, sem um QUASE que perturbe a tua existência. És a verdadeira obra-prima, elevada ao posto de PERFEITO!
Sou considerado uma pessoa exigente.

escrito pela Íris e publicado sem o seu consentimento, ora pois...

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Adeus amiga, adeus companheira



É com enorme desconforto que comunico o malfadado destino da minha estimada enguia. Ela seguiu o caudal do grande rio, o derradeiro, o que leva aos céus. A sua alma permanece agora nas águas serenas do reino celestial.

Fiel confidente, objecto de conversas homem-peixe, onde com toda a sua sabedoria ancestral, me mostrava o caminho. A minha companheira de quarto, a minha inspiração finou, esticou a barbatana num último suspiro, na tranquilidade do fundo do seu, também meu, aquário. Aquário, de onde contemplava a luz do candeeiro, onde via a luz a acender e a apagar, para que começasse a nadar freneticamente.

Aquário onde me sentia compreendido, embora não sabendo nadar, ali me perdia no tempo, no tempo que seguía ao ritmo das imperceptíveis ondas, tempo espelhado no tom colorido das pedrinhas que ornamentavam a sua casa...

Espero que o céu não seja habitado por pescadores, mas sim por enguias como tu, enguias como eu, enguias como nós... Adeus enguia.

Neste dia enguiaste tu
para um próximo enguio eu...

domingo, 21 de janeiro de 2007

Música deste fim de semana...



Esta música rodou, rodou e rodou, todo o fim de semana, na minha cabeça e fora dela...

Gomez: We Haven't Turned Around

We came, we came, we came again
To stem the tide and point the blame
Came back from more
Came back to see what you had in store
Everyone join the line, everyone
Yeah

So you wanna spin the world around?
So you wanna spin the world around?
And anybody else, cut em down

So you wanna make catastrophe?
Wont you send it right over to me
I got some time
Everybody running high

The same, the same, the same again
To steal the time and haunt the graves
Just because its there
Dont mean you see it anywhere
Maybe its a trick of the light
Maybe, yeah

So you wanna spin the world around?
So you wanna spin the world around?
And anybody else, cut em down

So you wanna make catastrophe?
Dont you send it right over to me
I got some time
Everybody come alive

Yeah
So you wanna spin the world around?
So you wanna spin the world around?
And anybody else, cut em down

So you wanna make catastrophe?
Dont you send it right over to me
I got some time
Everybody running high

So you wanna spin the world around?
So you wanna spin the world around?
And anybody else, cut em down

So you say we havent turned around?
So you say we havent turned around?
Just everybody else is going wrong
Going wrong
Ida à compras...



Cada visita a uma feira de livros corresponde a uma tarde bem passada. E esta feira a decorrer no Mercado Ferreira Borges, no Porto, não fugiu à regra... Dois sacos de livros, dois sacos cheios de palavras, dois sacos cheios de histórias, dois sacos cheios de saber, dois sacos de livros usados, dois sacos que alguém já leu, e no entanto, que valiosos eles são, os livros nos dois sacos, os meus livros, que um dia serão de alguém que não eu...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

100 IDEIAS, um espectáculo com legendas

Sem título, mas com nome
Sem ideias, mas com legendas
Sem texto, mas com subtexto
Com cheiros e ruídos
Com gente conforme o espírito



Este é um espectáculo sobre a forma, acerca dos gestos, dos sons, das nossas almas. Mais de uma década a trabalhar a palavra, o texto e, agora, a sua ausência… finalmente o silêncio, o movimento, a angústia do peso do corpo, da sua locomoção.


De 12 de Janeiro até 17 de Fevereiro , todas as Sextas-Feiras e Sábados pelas 22h, já há uma boa desculpa para sair de casa e ir rir e cantar um bocadinho! O ARTEC sobe ao palco com a sua nova peça 100 Ideias, um espectáculo com legendas , no Bar Novo da Faculdade de Letras da Univ. de Lisboa.

Assim, pedimo-vos que façam o favor de deixar o sofá e a mantinha de lado e venham ao Teatro com a família, com os conhecidos, com os amigos e inimigos, tragam toda a gente!

As reservas podem ser feitas através dos nsº 96 588 97 05 ; 96 744 18 46 ou 91 429 61 25

O preço do bilhete é de 2€.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Nada, sobre nada



O primeiro post deste ano, que escrevo por escrever, em nada se baseia.

Então tudo bem?
Espero que sim, porque perguntas?
Que bom que as tuas entradas foram boas.
Que cagada de pergunta vem a ser essa?
Reuni-me com pessoas humanas.
Eu também, mas não só, também havia pessoas normais.

E há, antes que esqueça, feliz 2007 pra ti.
Sim, sim obrigadinho, agora põe-te, que eu quero chegar ali ao armário das bolachas.
Obrigadinho e até para o ano.

Foi esta a conversa que tive com a minha enguia, antes da passagem de ano. Antes mas nem tanto, nem tão pouco, nem nada, nem gerne. Digamos que ainda foi a tempo...

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Os Reis Magos, em busca do Xiripiti



Segundo vi na Internet, o Zé Jorge em tempos escondeu uma garrafa de xiripiti; eis que vieram os Reis Mongos, vindos dos reinos de Pedome, Pevidém e de Vermil, perguntando aos sete ventos: ‘Onde raio está o xiripiti, recém aberto? ‘ Com efeito, vimos uma luz, a luz da estrela no Oriente, e viemos bebê-lo.



Nesta segunda grande peregrinação arranjamos mais um Rei Mago, curiosamente, e em resposta à Inês: nenhum deles era preto. Eu, o Ricardo e o Pedro, todos brancos, preto talvez o Zé Jorge, mas por ele ser o anfitrião e o detentor da garrafa de xiripiti assumiu o papel do Rei Herodes. O papel de Menino Jesus ficou entregue ao tio do Zé Jorge, pela surpresa que causou a sua aparição. As oferendas amavelmente cedidas pelos Reis Magos foram: Um pires de amendoins, uma garrafa de vinho da Madeira e um pedaço de bolo-rei. Nada mau para passar uma noite de adoração a uma santa garrafa…

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Cá está o novo inquilino



Neste vídeo é possível assistir aos estranhos hábitos deste monstro marinho. Tenham cuidado... muito cuidado...

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Um novo amiguinho



Dos confins profundos e inóspitos deste nosso planeta chegou até mim este estranho ser. Graças à bondade da Manuela, que mo ofereceu.

Bicho aquático de rudes feições e de forma esguia. Diz quem vendeu que se trata de uma enguia de reduzidas dimensões. Nunca na vida tinha visto algo assim. Feio, o rapaz, mas muito simpático.



Por ser fêmea optei pelo nome de Mogambilia, por certo o bicho gostará, e é ver agora, o meu gabinete, que antes disto já era denominado de 'Sala Vasco da Gama', se torna agora na 'Sala Cabo das Tormentas', tudo por causa deste inquilino bicho/monstro...



Quero opiniões sobre o meu novo amigo...
Três anos num piscar de olhos



É como te digo... e fico-me por aqui; a quem o dizes! Pois, pois, é o que dizes a todas. Sem rodeios o tempo passa, transformando-nos, por ora nem bem nem mal, apenas como o sabe fazer, passando por nós como se nada fosse. Sendo só por si algo que passa a vida a passar, e durante três longos anos, que a pouco me souberam, foi por nós passando, e nós a vê-lo passar. Passa que passa, o tempo. Tempo de mudança. Tempo disto e tempo daquilo. Sempre o tempo a condicionar. Sempre o tempo a construir, sempre o tempo a deixar a sua marca em nós...



E assim se passou mais um ano, que somado aos dois anterior se faz três. Desculpa lá tempo, mas fintar-te-ei enquanto puder, muitos anos virão, e tu, a passar por nós...

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Telefonema celestial



Jesus ama todos os homens, embora nutra de um especial carinho pelo nosso amigo Zé Jorge. Só que este o renega. Por certo que é estranha esta atitute, pois muita gente não acredita em Jesus. Só que este liga ao Jorge, mesmo assim ele não crê! Mesmo conhecendo-o, mesmo tendo o seu número de telefone... Pedro negou três vezes, o Jorge já deverá ter negado umas novecentas e trinta vezes...
Mais uma noite de pavor



Os coelhos voltaram a importunar os meus sonhos, apareceram pela calada da noite enquanto eu dormia descansada e relachadamente, refastelado, de pernas abertas, soltando roncos que ecoavam no silêncio da noite. Aqueles seres felpudos e fofos, detentores dos meus maiores receios, munidos de instrumentos pontiagudos, que subiam pelo meu nariz. E eu ali, inerte, anestesiado pelo medo, soltando apenas alguns gemidos surdos. Entravam-me pela boca e lá ficavam. Horas e horas lá ficaram, os coelhos. Acabando por sair pelas orelhas, provocando-me arrepios. Porquê coelhos? Porque me fazem mal? Roem-me o buço e lambem-me o pescoço, mordiscam-me a cartilhagem da orelha. Arranham-me a nuca… Grande porra de coelhos. Acordo no sonho, desperto, embora continue a dormir. Ajo como se de um caçador me tratasse. Os malditos penetram-me nos olhos que soltam lágrimas de raiva. Aponto a arma a um. Coloco-o na mira, disparo. Recuso o disparo. Não tenho coragem de matar o pobre animal. Ele sente a minha fraqueza. Olha-me nos olhos. Olhos pequenos e tingidos de encarnado. Faz sinal aos outros. Olham para mim e retiram-se, deixam-me sozinho no meu quarto. Como que por magia desaparecem. O meu olhar deambula pela escuridão quando acordo...

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Passaporte para o Inferno



A intriga e o mistério povoam este policial. Nada como uns casos por resolver para captar a minha atenção, para me entreter durante estas noites em que só me apetece ficar juntinho ao aquecedor, a comer como um alarve, envolto numa crise de anciedade.

Neste romance encontrei um desafio, um enigma que me desconcerta, o qual tentarei resolver antes de folhear as últimas páginas do livro...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Queria ter ficado ali, maravilhado



É como te digo: foi o que te disse. E tu, sorriste e calaste-me com um beijo. Desarmaste-me com o olhar e seguraste-me com ambas as mãos. Deitados na cama, juntos. Alheios a tudo, alheios aos sonhos, alheios ao momento. Cúmplices entre si, de cabeças unidas, corpos colados… e ali ficaram olhando-se de olhos fechados, palmas das mãos entrelaçadas, parados no tempo. Dois corpos ali, confidentes, dispostos lado a lado. Os olhos que não viam, mãos que não tocavam. Admiravam apenas, para que não ficassem sozinhos, para que não ficassem um sem o outro. O abrigo em que eles se recolheram, recusando fugir, entregando-se. O silêncio que se desfaz, o som que não se ouve. As sombras firmadas no branco do lençol, criando figuras gentis, que se vão deformando. O dedos que se desviam, os lábios que adormecem no jogo dos corpos… E a música a tocar...

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

I don't quite know
How to say
How I feel

Those three words
Are said too much
They're not enough


Snow Patrol - Chasing Cars
Agostinho da Silva - Relexão



Trata-se um ensaio sobre a filosofia da História portuguesa, o seu sentido histórico face a um povo que se transcende.

“O que Portugal fez de maior no mundo não foi nem o descobrimento, nem a conquista, nem a formação de nações ultramarinas: foi o ter resistido a Castela. O ter mantido, através de sangue e fogo, o princípio de independência dos povos periféricos. E o ter mostrado… de que modo uma Espanha livre e convivente poderia ter transformado a face do mundo”.

Reflecte a importância da batalha de Aljubarrota, que nos manteve a esperança. Reflecte a Saudade, e a outra característica deste povo; a Acção.

Nesta viagem Sul-Norte, deitado num banco, isolado na solidão de um autocarro, li e meditei, entreguei-me à leitura deste ensaio, e quando me dei conta, era já tarde demais, tinha chegado à última página. Uma boa experiência de leitura.
Regabofe em Lisboa



E foi naquela casa acolhedora, repleta de calor humano, que fui cair naquela noite fria de sexta-feira. Musica nos ouvidos, cerveja no bucho e conversa interminável, saltando entre temas, entre histórias, entre assuntos, nunca terminando, ora elevando-se na sua profundidade, ora atingindo um patamar mediano. O natal foi o mote para que dezasseis pessoas se reunissem, e partilhassem um belo prato de massa.







E foi assim, entre amigos que passei um dos melhores serões, na noite lisboeta. E por causa deles ficou um enorme desejo de voltar, regressar num qualquer dia, a qualquer hora.
O palco da Mogambilia



Neste fim-de-semana fui em missão de reconhecimento à mouraria. Com o objectivo de estudar a sua triste realidade. Desloquei-me movido pela curiosidade de observar uma população em vias de desenvolvimento.

Esta visita incluiu uma ida ao teatro, onde estreava a peça 100 ideias, um espectáculo com legendas, no qual participou a Mogambília. Ok, eu confesso que esse foi o motivo primordial da minha modesta incursão além Douro…

Uma peça sem falas, sem diálogos. Apenas e só o som, que me tocou nos sentidos, vencendo a longa distância entre os actores e eu, criando no entanto, uma enorme barreira invisível. Nascendo em mim sensações diversas, fazendo-me sonhar, comover, sorrir. Dominando-me durante o tempo da actuação. Levando os meus sentidos a acordar. Cheirar. Ver. Sentir. Ouvir. Saborear. E o tempo da peça passou, passou e deixou-me a pensar, a ver, em busca de um sentido. De olhos sempre empenhados na actuação da Mogambília, que pela primeira vez se estreia em palco, com os olhos expostos a uma multidão atenta. Tudo o que queria ali, era um comando, para que pudesse voltar atrás, sempre que quisesse, sempre que me apetecesse, para depois, puxar à frente, e gravar, para que mais tarde visionasse aquele momento em que senti uma profunda alegria. Um puro sentimento de orgulho.

Parabéns Eliana, a artista do norte, numa terra de mouros. Onde representas também o papel de guardiã dos costumes minhotos, o profundo orgulho nortenho.

domingo, 10 de dezembro de 2006

Beber ou não beber...



Eis o cerne da questão, com a qual me deparei na casa da Brena: Quinze litros de sangria, quinze litros de bem estar, de alegria. San-gria, como diziam os antigos, sãogria, como dizemos no norte... enfim... em caso dúvida é para beber. E eu bebi, timidamente, observando a corrente de gente que chegava. Gente desconhecida que logo se tornou íntima... gente que sabe acolher.

sábado, 9 de dezembro de 2006

Degredo em Lisboa



Olá Juliana, ou, já tenho onde dormir quando for ao Fojo. Bem no meio do quarto da Eliana descobri uma verdadeira nortenha, que partilha comigo um desprazer no que respeita à cidade de Lisboa; cidade de estranhos hábitos. Um ser oriundo de Fão, que me compreende face ao Meat Loaf. De semblante intermitente, tanto aparecia como desaparecia. O seu sotaque, denunciou logo a sua origem, fazendo-me sentir bem naquela terra, naquela cidade, naquela amalgama desenfreada, na Lisboa que não entendo...

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Borat, o filme



Borat, um importante repórter da Televisão do Cazaquistão, é enviado aos Estados Unidos da América para fazer um documentário sobre o maior País do mundo. Antes da ida ao cinema não sabia em que linhas se cosia o filme, sempre julguei que se tratava duma paródia ao Cazaquistão, mas não, trata-se de uma humilhação à América. Gozando-dos através do seu ridiculo. O interprete consegue expôr os podres dos pseudo-civilizados. O fanatismo religioso, o racismo e outros defeitos tipicamente americanos. É um filme francamente inteligente, acutilante que chegou por vezes, a ser brilhante. Encarei a personagem e a narrativa não como comédia, mas sim como uma ironia engraçada... A verdade é que saí da sala com um sorriso estampado...
Livro: A Condessa Sanguinária



Nascida em 1560 era considerada uma das mulheres mais belas da altura. Poderia ser, mas a sua aparência exterior não revelava muito da sua aparência interior.
Elizabeth era uma sanguinária por natureza e há quem diga que assim o era devido a traumas de infância (o autor deste texto não conseguiu apurar a veracidade desta afirmação).
Casou muito nova, apenas com o conde Ferencz Nadasdy de quem teve três filhos.
O conde era uma guerreiro conhecido e respeitado e como tal estava constantemente em guerras fora do seu castelo e da sua terra.
Aproveitando tal facto e talvez por se sentir sozinha, Elizabeth começou então a buscar prazeres noutros lados.
As influências foram surgindo da parte da sua tia, uma lésbica muito conhecida na altura e a partir daí, Elizabeth começou a partilhar o mesmo gosto por esse tipo de aventuras. Participava em várias orgias organizadas pela sua tia.
Recebeu também muitas influências da parte de criados seus que praticavam as artes da magia negra.


Não preciso justificar o meu entusiasmo por esta personagem histórica, a 'princesa' da Transilvânia. A parte inicial do livro torna-se um pouco chata, muito biográfica, focando as suas ramificações familiares, descendências, ascendências e um fartazote de outras coisas mais... A meio do livro, onde eu vou, começam os relatos das barbaridades levadas a cabo por esta mente sedenta de sangue, idealista da beleza eterna...
Batendo o pé ao Mr. Danger



É com um misto de orgulho e preocupação que leio o resultado eleitoral do país que teve o desprazer de me ver nascer. A Venezuela, que é também um (ou até mesmo o principal) opositor dos Estados Unidos da América, viu-me nascer, tratando logo da minha extradição por razões de segurança nacional e de higiene pública...

You are a donkey, Mr. Danger, you are a donkey, Mr. Bush Foi este o comentário feito por Hugo Chavez, presidente que após estas eleições prometeu alterar a lei eleitoral daquele país, de modo a que fique no poder até quando lhe apetecer, impedindo novas eleições.

Entretanto lá vai batendo o pé ao George W. Bush, apelidando-do de macaco, burro, diabo, bebado, ditador...

E assim vai o país onde nasci...